Polícia apreende três balões na região metropolitana do Rio

Os policiais do Batalhão Florestal da Polícia Militar do Rio de Janeiro encontraram três balões – medindo entre 10 e 18 metros – em um terreno abandonado em Maricá, região metropolitana do estado. A polícia chegou ao local após receber uma denúncia anônima e também encontrou fogos de artifício, uma bolsa com material para confecção de balões e uma enorme bandeira. Ninguém foi preso.

De janeiro até agora já foram apreendidos mais de 150 balões e pelo menos 30 pessoas foram presas. O número é mais que o dobro do registrado em todo o ano passado, quando foram apreendidos 68 balões e feitas 20 prisões.

O comandante do batalhão, tenente-coronel Mário Fernandes, disse que além das ligações feitas para o Disque-Denúncia (21 2253-1177 ) – que aumentou de R$ 1 mil para R$ 2 mil a recompensa para quem der informações sobre baloeiros – os policiais se baseiam no trabalho do Serviço de Inteligência para desencadear as ações.

Ele lamentou o fato de que pessoas que soltam balões não fiquem presas. Os envolvidos são apenas detidos, autuados por crime ambiental e depois são liberados. Se condenados, a pena pode chegar a três anos de prisão.

“A soltura de balões é uma cultura antiga e que persiste, principalmente nos meses de junho e julho. Este ano, a prática aumentou por causa da Copa do Mundo, mas estamos observando que a sociedade não aceita mais e está se manifestando, denunciando esta prática danosa ao meio ambiente”, disse.

No início de junho, o Batalhão Florestal montou uma força-tarefa para intensificar o combate à prática de soltar balões. São mais de 70 policiais envolvidos. Segundo o comandante Fernandes, as áreas de maior incidência de balões são Jacarepaguá, Bangu e Campo Grande, na zona oeste, Ilha do Governador, na zona norte, Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e Maricá e São Gonçalo, na região metropolitana do estado.

Neste ano, o maior incidente provocado pela queda de um balão foi um incêndio ocorrido em junho num morro na zona sul da cidade, que destruiu o equivalente a quatro estádios de futebol. Moradores das imediações chegaram a sair de suas casas e apartamentos assustados com o calor das chamas, que foram controladas somente um dia depois.
(Fonte: Agência Brasil)