-
Mais lidas do dia
Anúncios
Principais assuntos
acidente ambiental agropecuário amazônia apreensão arqueologia biodiversidade biotecnologia carbono ciência clima crime cursos e eventos código florestal dengue desenvolvimento sustentável desmatamento energia extinção fauna fenômeno florestal gestão ambiental gripe A gripe aviária internacional legislação licenciamento mudanças climáticas nuclear paleontologia pesquisa poluição protesto protocolo de kyoto qualidade de vida queimadas recursos pesqueiros resíduos tecnologia terremoto transgênicos unidades de conservação velho chico águas índiosListar notícias por data



12 / 07 / 2010Usina de Belo Monte deve gerar mais de 11 mil megawatts
A Usina de Belo Monte, que será construída no Rio Xingu, no Pará, deve exigir investimentos próximos dos R$ 25 bilhões e vai gerar 11.233 megawatts (MW) quando estiver produzindo a plena carga.
Será uma das quatro maiores usinas do mundo e a maior inteiramente nacional em capacidade de geração de energia. Ela só ficará atrás da Usina de Três Gargantas, na China, da Itaipu Binacional, na fronteira do Brasil com o Paraguai, e de Xinadou, também na China.
Diferentemente do que estava previsto no primeiro projeto, quando a estimativa era de um reservatório de 1.200 quilômetros quadrados (km²), no segundo projeto a área da usina caiu para pouco mais de 500 km².
Ainda assim, Belo Monte terá energia suficiente para abastecer uma região com mais de 25 milhões de habitantes. O projeto prevê a construção de uma barragem principal no Rio Xingu, localizada 40 quilômetros abaixo da cidade de Altamira (PA). A área alagada envolverá três municípios – Vitória do Xingu, Brasil Novo e Altamira.
Depois de sucessivos adiamentos, o leilão foi realizado no dia 20 de abril em apenas 10 minutos, mas sob efeito de liminar que colocava em risco a sua validade. A usina foi arrematada pelo Consórcio Norte Energia, que ofereceu o menor preço pela energia elétrica gerada.
A previsão é de que a usina comece a operar parcialmente no início de 2015. Sua construção, no entanto, ainda divide opiniões e gera criticas de ambientalistas e acadêmicos. Eles afirmam que a construção da hidrelétrica vai provocar a alteração do regime de escoamento do rio, com redução do fluxo de água, afetando a fauna e a flora da região. Alegam ainda que a obra vai inundar permanentemente os igarapés que cortam Altamira e parte da área rural de Vitória do Xingu.