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16 / 07 / 2010Maior explosão de raios-X detectada cega telescópio orbital
A mais brilhante explosão de uma estrela já registrada cegou temporariamente um satélite criado para observar esse tipo de evento.
A rajada de raios gama, seguidos por uma explosão de raios-X, originou-se de uma estrela localizada muito além da Via Láctea e que morreu há 5 bilhões de anos, afirmaram cientistas britânicos e da Nasa (agência espacial americana). Demorou todo esse tempo para a radiação chegar aos detectores do observatório orbital Swift.
A explosão de raio-X cegou o Swift no dia 21 de junho. O software do telescópio tratou a observação como se fosse uma anomalia.
“A intensidade desses raios-X foi inesperada e sem precedentes”, disse Neil Gehrels, cientista da Nasa responsável pelo Swift.
Gehrels disse que a explosão, chamada GRB 100621A, é a mais brilhante fonte de raio-X que o Swift capturou desde que começou a funcionar em 2005.
“A explosão foi tão brilhante que, quando chegou ao equipamento, nosso programa de análise de dados desligou”, disse Phil Evans, da Universidade de Leicester, no Reino Unido, que descobriu o fenômeno quando estava dando uma olhada nos dados gravados pelo Swift.
“Havia tantos fótons bombardeando o detector a cada segundo que ele simplesmente não conseguia contá-los rápido o suficiente. É como tentar usar um pluviômetro e um balde para medir o fluxo de água de um tsunami.”
Quando uma estrela explode, a radiação viaja na velocidade da luz em todas as direções. Raios gama atingem a Terra primeiro, seguidos de raios-X.
GRB 100621A é 140 vezes mais brilhante que a mais brilhante fonte contínua de raios-X no céu, uma estrela de nêutrons próxima à Terra. (Fonte: Folha.com)