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19 / 07 / 2010Grupo estima que custo anual com Aids pode chegar a US$ 35 bilhões
A Aliança Internacional HIV/Aids alertou neste sábado que o custo anual de combate à epidemia de HIV deve alcançar os US$ 35 bilhões em 2030 se os governos não investirem corretamente em medidas de prevenção.
Na véspera de uma conferência internacional sobre a Aids em Viena, o grupo afirmou que o vírus da Aids, que já infecta cerca de 33,4 milhões de pessoas no mundo, é uma “custosa bomba relógio” para famílias, governos e doadores.
“Para cada duas pessoas que recebem tratamento, cinco outras são infectadas. A essa taxa, o gasto com HIV vai subir de US$ 13 bilhões agora para entre US$ 19 bilhões e US$ 35 bilhões em um espaço de tempo de 20 anos”, disse Alvaro Bermejo, diretor executivo da aliança.
A aliança reúne grupos de caridade e de combate à doença ao redor do mundo.
Bermejo afirmou que autoridades encarregadas por programas de combate à doença no mundo precisam aumentar a prevenção ao reduzirem as barreiras que impedem que grupos marginalizados – usuários de drogas, prostitutas e homossexuais – recebam tratamento e serviços para a doença.
Se as autoridades direcionarem os recursos para aqueles grupos mais afetados elas “vão reduzir o ritmo de novas infecções e ainda vão economizar dinheiro para aumentar a escala do tratamento”.
O vírus de imunodeficiência humana (HIV), causador da Aids, é transmitido durante o sexo, pelo sangue e por agulhas e leite materno. Ele gradualmente reduz as defesas do organismo e pode levar vários anos para causar os sintomas. O vírus matou 25 milhões de pessoas desde que a pandemia começou no início da década de 1980.
Na África, região mais afetada pela doença com cerca de 67% da população convivendo com o vírus, o grupo percebe uma tendência cada vez maior de criminalização de homens que fazem sexo com outros homens em países como Uganda e Malawi.
Os dados mais recentes, de 2008, mostram que o número anual de novas infecções de HIV estava em 2,7 milhões, o mesmo de 2007. Em 2001, a taxa era de 3 milhões. (Fonte: UOL)