Anúncios
Principais assuntos
acidente ambiental agropecuário amazônia apreensão arqueologia biodiversidade biotecnologia carbono ciência clima crime cursos e eventos código florestal dengue desenvolvimento sustentável desmatamento energia extinção fauna fenômeno florestal gestão ambiental gripe A gripe aviária internacional legislação licenciamento mudanças climáticas nuclear paleontologia pesquisa poluição protesto protocolo de kyoto qualidade de vida queimadas recursos pesqueiros resíduos tecnologia terremoto transgênicos unidades de conservação velho chico águas índiosListar notícias por data



28 / 07 / 2010Exame rápido para leptospirose deve sair em dois anos, diz pesquisadora
Em dois anos o sistema de saúde brasileiro poderá contar com um exame rápido desenvolvido no país para detectar casos de leptospirose, doença bacteriana transmitida principalmente pela urina do rato.
A informação é da veterinária Paula Ristow, que pesquisa a doença na Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), e foi palestrande nesta terça-feira (27) durante a reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).
O teste rápido será parecido com um exame de gravidez. Por meio do sangue do paciente será possível saber, em 15 minutos, se uma ele está contaminado com a bactéria, acelerando o tratamento e a recuperação.
Como alguns sintomas da leptospirose são muito parecidos com os da gripe e da dengue (febre, dor de cabeça e dores pelo corpo), muitas vezes a pessoa não procura o médico ou não recebe o tratamento adequado.
Criação de bactérias – Ristow explica que o exame usado atualmente está disponível apenas nas grandes capitais brasileiras, pois ele exige o cultivo de bactérias vivas que reagem com o sangue da pessoa doente. Por causa disso, o teste é caro e pode ser demorado, dependendo da distância até o laboratório.
Para criar o teste rápido, pesquisadores brasileiros da Fiocruz desenvolveram, em parceria com cientistas americanos, uma proteína que é usada como reagente. “Em um ou dois anos estimo que a gente consiga disponibilizar para o SUS [Sistema Único de Saúde]. Fizemos um estudo com 300 soros e vamos fazer um estudo para mais 600 soros.”, conta a pesquisadora.
Chuvas e ratos – Dados do Ministério da Saúde apontam que pelo menos 3.755 pessoas ficaram doentes no Brasil por causa da leptospirose em 2009. A principal forma de contágio é a urina do rato, que entra em contato com as pessoas principalmente na época das chuvas.
A doença é comum principalmente em favelas, onde não há rede de esgotos. Ristow alerta, contudo, que a doença também tem surgido entre pescadores e pessoas que nadam em locais contaminados. (Fonte: G1)