-
Mais lidas do dia
Anúncios
Principais assuntos
acidente ambiental agropecuário amazônia apreensão arqueologia biodiversidade biotecnologia carbono ciência clima crime cursos e eventos código florestal dengue desenvolvimento sustentável desmatamento energia extinção fauna fenômeno florestal gestão ambiental gripe A gripe aviária internacional legislação licenciamento mudanças climáticas nuclear paleontologia pesquisa poluição protesto protocolo de kyoto qualidade de vida queimadas recursos pesqueiros resíduos tecnologia terremoto transgênicos unidades de conservação velho chico águas índiosListar notícias por data



19 / 08 / 2010ONU considera urgente estudar correntes atmosféricas
Os especialistas do clima devem se dedicar o mais rápido possível a estudar as mudanças constatadas nas correntes atmosféricas ligadas às grandes inundações no Paquistão e à onda de calor sem precedentes na Rússia, considerou nesta quarta-feira (18) um especialista climático da ONU (Organização das Nações Unidas) e a OMM (Organização Meteorológica Mundial).
O verão foi particularmente conturbado com as chuvas de monção excepcionais que atingem o Paquistão há várias semanas, com uma onda de calor que provocou gigantescos incêndios florestais na Rússia, além de deslizamentos de terra causados pelas chuvas torrenciais na China e da divisão de um gigantesco iceberg na Groenlândia.
De acordo com a OMM, esses eventos são excepcionais mesmo para as condições climáticas extremas de algumas regiões.
Trata-se “de uma sequência sem precedentes de eventos” que “supera em intensidade, duração e extensão geográfica todos os eventos históricos anteriores”.
“Isso coloca uma questão urgente para a ciência do clima: saber se a frequência e a duração dos episódios de ‘bloqueio’ estão evoluindo”, explica a OMM em um comunicado.
Bloqueio de correntes - O diretor do Programa de Pesquisas sobre o Clima, patrocinado pela OMM e pela Unesco (braço da ONU para educação e cultura), Ghassem Asrar explica que os acontecimentos dramáticos no Paquistão e na Rússia têm como origem um fenômeno de bloqueio das correntes atmosféricas.
Esses bloqueios, que podem provocar uma intensificação da umidade (com chuvas) ou do calor, e parece que estão ficando cada vez mais frequentes e longos.
Segundo Asrar, pesquisadores europeus haviam previsto um fenômeno de bloqueio algumas semanas antes de sua ocorrência. Eles “haviam indicado claramente esta informação e a acompanharam”, acrescentou, dizendo-se “certo de que os dois eventos, no Paquistão e na Rússia, (estavam) ligados”.
Os movimentos de bloqueio devem ser muito estudados, da mesma forma que os fenômenos El Niño e La Niña no Oceano Pacífico, insistiu.
As respostas para esses fenômenos são tão importantes que eles têm um “impacto na vida (das pessoas) e nas propriedades, como mostram os exemplos do Paquistão e da China”, disse Asrar. (Fonte: Folha.com)