Praias em portos e centros urbanos têm pior qualidade da água, diz IBGE

Praias próximas a portos ou centros urbanos, especialmente aquelas em locais mais abrigados, têm pior qualidade de água, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já nas áreas urbanas, as praias de mar aberto são aquelas que apresentam melhor qualidade de água, de acordo com a publicação Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS) 2010, divulgada nesta quarta-feira (1º).

O estudo, que traz dados sobre a balneabilidade das praias desde 1992, considera três praias em cada um dos estados selecionados: Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A escolha das praias, segundo o IBGE, buscou refletir a poluição marinha nos estados selecionados, indo desde praias pouco poluídas até aquelas muito poluídas.

Das 21 praias avaliadas em sete estados em 2008, 16 foram consideradas próprias para banho e cinco foram consideradas impróprias.

Foram consideradas próprias para banho, após levantamento do IBGE, as praias de Pipa, Ponta Negra e Redinha, no Rio Grande do Norte; Porto de Galinhas e Boa Viagem, em Pernambuco; Barra de São Miguel e Praia do Francês, em Alagoas; Grumari e Copacabana, no Rio de Janeiro; Enseada e Toninhas, em São Paulo; Balneário Camboriú e Canasvieira, em Santa Catarina; e Torres, Capão da Canoa e Balneário do Cassino, no Rio Grande do Sul.

Já as impróprias foram Tamandaré, em Pernambuco; Jatiúca, em Alagoas; Flamengo, no Rio de Janeiro; Gonzaga, em São Paulo; e Itapema, em Santa Catarina (veja localização no mapa abaixo).

Em 2001, Tamandaré (PE), considerada imprópria para banho em 2008, ainda registrava boa qualidade de água. Já as praias do Flamengo (RJ) e Itapema (SC), apesar de ainda impróprias, apresentaram melhora nesses sete anos. Gonzaga, em Santos (SP), apresentou piora no período.

Não foram repassados dados de praias da Bahia e do Paraná, em 2008. De 1992 a 2006, não havia dados sobre as praias do Rio Grande do Norte e de Alagoas.

Critérios de balneabilidade – De acordo com o levantamento do instituto, a condição de própria ou imprópria para o banho das praias depende do número de bactérias encontradas nas amostras analisadas. São consideradas como próprias para o banho as praias onde 80% ou mais do conjunto das amostras coletadas apresentam, no máximo, 1.000 coliformes fecais ou 800 Escherichia coli ou 100 Enterococos por 100 ml de água.

Quando as praias não atenderam a esses critérios ou quando o valor obtido na última amostragem foi superior a 2.500 coliformes fecais ou 200 Escherichia coli ou 400 Enterococos por 100 ml, as águas foram consideradas impróprias para o banho.

Entre as praias avaliadas, a que apresentou pior índice foi a Praia do Flamengo, no Rio, com 52,6% das amostras com valores até 1.000 coliformes fecais ou 800 Escherichia coli ou 100 Enterococos por 100 ml de água. As praias da Pipa (RN) e do Francês (AL) foram as únicas a apresentar 100% das amostras consideradas adequadas.

Segundo o que alerta o IBGE, o contato com águas contaminadas por esgoto pode disseminar doenças entre a população. Além disso, a poluição de águas costeiras atinge manguezais e pode afetar a atividade pesqueira. (Fonte: G1)

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