Fundo climático da ONU já existente poderá ter importância maior

Um minúsculo fundo da Organização das Nações Unidas (ONU) que está começando a ajudar os países em desenvolvimento a se adaptar à mudança climática poderá se expandir para gerenciar parte de um mecanismo de ajuda previsto em 100 bilhões de dólares a ser debatido nas conversações da entidade no México, disse o presidente do fundo.

Os países em desenvolvimento calculam que o Fundo de Adaptação, que assinou seu primeiro acordo na semana passada a fim de dar 8,6 milhões de dólares ao Senegal para que o país combata a erosão costeira, possa superar as objeções dos doadores para ganhar um papel mais amplo, disse Farrukh Iqbal Khan à Reuters.

Representantes de quase 200 países vão se reunir em Cancún, no México, de 29 de novembro a 10 de dezembro para discutir medidas, entre elas a de um novo ‘fundo verde’ para ajudar os países pobres a deixar os combustíveis fósseis e se adaptar às enchentes, secas, ondas de calor e elevação do nível das marés.

‘O Fundo de Adaptação cresceu após muito esforço ao longo de vários anos…ele está ativo e é uma entidade internacional independente’, disse o paquistanês Khan em uma entrevista por telefone.

‘Os países em desenvolvimento são muito claros – ele pode ser a principal janela de adaptação dentro do mecanismo financeiro mais amplo anexado ao fundo verde global’, disse a autoridade.

Espera-se que o Fundo de Adaptação some 450 milhões de dólares até 2012, uma parcela da ajuda que deverá aumentar para 100 bilhões de dólares anuais a partir de 2020, de acordo com um plano aprovado na cúpula climática de Copenhague no ano passado para ajudar os países em desenvolvimento a enfrentar o aquecimento global.

O novo fundo verde gerenciaria os 100 bilhões de dólares destinados à adaptação, à assistência aos países em desenvolvimento para que cortem as emissões dos gases-estufa e aos mecanismos para compartilhamento de tecnologias de energia limpa.

Alguns doadores estão relutantes em deixar que o Fundo de Adaptação assuma um papel mais amplo. Dois terços de seu conselho são formados por países em desenvolvimento, ou seja, os países que recebem ajuda têm maioria. (Fonte: G1)