Presidente do México pede que EUA e China aceitem acordo climático

O presidente mexicano, Felipe Calderón, pediu nesta quinta-feira (3) aos Estados Unidos e à China que aceitem reduzir suas emissões de gases do efeito estufa, para assegurar o sucesso das novas negociações climáticas da Organização das Nações Unidas (ONU) marcadas para o final deste mês na África do Sul.

“Um acordo entre EUA e China é absolutamente necessário”, disse Calderón a líderes empresariais, num evento paralelo à cúpula do G20 (grupo de economias desenvolvidas e emergentes) no sul da França.

“É importante, crucial para a humanidade, que a maior economia do mundo (os EUA) e o maior emissor mundial (de gases do efeito estufa, a China) firmem um compromisso formal”, acrescentou Calderón, cujo país irá assumir a presidência do G20 depois da reunião de Cannes.

Após quase duas décadas de negociações, a ONU não conseguiu até agora adotar um novo tratado climático de cumprimento obrigatório que substitua o Protocolo de Kyoto a partir de 2013. China e EUA, os dois maiores emissores de gases do efeito estufa, nunca aderiram formalmente aos limites de poluição colocados pelo acordo.

Crise x desenvolvimento sustentável – Calderón, que em 2010 participou ativamente das negociações durante a Conferência das Partes (COP 16) que aconteceu em Cancún, disse que é errado imaginar que a crise financeira global teria ofuscado a necessidade de reduzir as emissões, e defendeu investimentos sustentáveis nos países ricos e emergentes.

“Precisamos consertar ao mesmo tempo a crise financeira e a crise ambiental. Todas as medidas que pudermos tomar para promover uma economia mais verde são mais baratas do que o custo da mudança climática”, afirmou.

Negociadores internacionais se reúnem em Durban (África do Sul) entre 28 de novembro e 9 de dezembro, na COP 17, para discutir um novo tratado climático – embora não haja a expectativa de que consigam concluir a tarefa.

Fundo do clima – Um comitê da ONU concluiu o esboço de um fundo destinado a ajudar os países em desenvolvimento a enfrentarem a mudança climática, o que permitirá o seu lançamento em 2013. O projeto será apresentado durante a COP 17.

Segundo Christiana Figueres, secretária-executiva da Convenção Quadro da ONU para a Mudança Climática, o comitê havia encerrado seu trabalho “submetendo à consideração e à aprovação em Durban tanto um esboço de instrumento para o Fundo do Clima Verde quanto recomendações sobre os acordos transitórios para que ele seja lançado”.

A proposta, segundo ela, “inclui um forte sinal para envolver o setor privado, e uma sólida base para desenvolver operações impulsionadas pelos países por meio de acesso direto às verbas”. (Fonte: Globo Natureza)

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