Nível do Rio Madeira sobe e aumenta áreas afetadas pela enchente em RO

A cheia histórica do Rio Madeira em Rondônia continua subindo e atingiu na tarde desta sexta-feira (7) a cota de 18,93 metros, segundo a Agência Nacional de Águas (ANA). Com isso, as áreas afetadas pela enchente também aumentaram e como consequência o número de famílias atingidas pela cheia subiu para 2,2 mil, afirma a Defesa Civil Municipal e Estadual, que considera a situação do Médio Madeira como mais preocupante atualmente.

De acordo com coronel José Pimentel, coordenador da Defesa Civil Municipal, será preciso remover as famílias que vivem entre as comunidades Maravilha e Itacoã, localizadas no Médio Madeira. Segundo ele, apesar de ser uma região mais alta, há pelo menos 200 famílias resistentes que não acreditavam que a área seria afetada pela inundação e permaneceram em suas residências.

No Baixo Madeira, as famílias que não quiseram ser removidas da localidade, estão sendo alojadas em barracas cedidas pela Defesa Civil Nacional. Ao todo, cerca de 120 barracas já foram distribuídas às populações ribeirinhas. O tenente coronel Demargli da Costa Farias, da Defesa Civil Estadual explica as famílias estão recebendo assistência. “Todas as famílias que foram afetadas, mesmo que não estejam em abrigos têm direito à assistência”, garante.

Eixo da BR-364 – Jacy-Paraná, distrito de Porto Velho distante cerca de 100 quilômetros, já tem muitas casas atingidas pela cheia histórica do Rio Madeira. Segundo a Defesa Civil Municipal, a situação pode se agravar, caso o nível do rio continue a subir.

Na BR-364 uma lâmina d’água com cerca de 60 centímetros cobre a pista dificultando o tráfego de veículos. Por causa da cheia, a estrada de acesso à comunidade União Bandeirante foi bloqueada e um desvio está sendo utilizado.

Ponta do Abunã – Na região da Ponta do Abunã, onde fica o atracadouro das balsas que fazem a travessia para o estado do Acre, o maior problema é a estrada inundada, diz a Defesa Civil Municipal, que garante que Abunã, distrito distante cerca de 220 quilômetros de Porto Velho, está isolado. O socorro só chega de barco ou de helicóptero. As famílias atingidas foram levadas para abrigos. (Fonte: G1)