Governo da China promete pulso firme contra corrupção e poluição

A Assembleia Nacional do Povo (ANP), o Legislativo chinês, concluiu nesta quinta-feira (13) suas sessões anuais com a promessa do primeiro-ministro, Li Keqiang, de que seu governo será implacável na luta contra a corrupção e a poluição ambiental.

Em entrevista coletiva após o encerramento das sessões anuais, Li, que completa agora seu primeiro aniversário de liderança junto ao presidente, Xi Jinping, prometeu que seu governo terá “tolerância zero” com a corrupção.

A respeito da poluição, assunto não menos polêmico na China, Li enfatizou que a China precisa de medidas e leis mais duras para combatê-la. “Os órgãos de controle que derem as costas a atividades poluentes e falharem no desenvolvimento de suas funções terão que prestar contas por isso”, disse o líder chinês.

Sobre a declaração de guerra contra o smog (nevoeiro), como manifestou durante seu discurso de abertura da ANP na semana passada, Li ressaltou que “não é declarar-lhe a guerra à natureza”. “Ao contrário, o que queremos dizer é que vamos declarar guerra a um modelo de crescimento e um modelo de vida ineficazes e insustentáveis”, acrescentou.

Controle da poluição – Em 2013, o Conselho de Estado emitiu um plano de dez pontos para prevenir o controle da poluição do ar, o qual a China utiliza para analisar o nível das partículas poluentes PM 2,5 em 161 cidades.

Essas partículas são as menores e mais prejudiciais para a saúde, já que podem penetrar diretamente os pulmões. “Trata-se da escala mais alta entre todos os países em desenvolvimento”, disse Li.

No entanto, algumas críticas frequentes apontam que as medições oficiais chinesas não são muito realistas e que costumam dar números abaixo dos que são publicados por algumas Embaixadas na capital, como a dos Estados Unidos, por exemplo.

A potência asiática também quer reduzir em 3,9% o consumo de energia, em contraste com os 3,7% que baixou no ano passado, o que equivale a reduzir a queima de carvão em 22 milhões de toneladas, principal fonte energética do país.

O primeiro-ministro admitiu que as causas da poluição são “complexas” e que reduzir o problema leva tempo. Por isso, Li pediu ao governo, às empresas e a cada indivíduo da sociedade “para agir juntos e realizar esforços para ganhar a batalha contra o ‘smog'”. (Fonte: G1)