Vacinação contra gripe é adiada em algumas cidades do país

A campanha nacional de vacinação contra a gripe, prevista para começar nesta terça-feira (22) teve seu início adiado em algumas localidades do país, por fatores diversos, como o atraso na entrega das doses e o feriado do Dia de São Jorge.

Em Brasília, por exemplo, houve impasse entre o Ministério da Saúde e fornecedores das vacinas. A expectativa é de que o serviço comece a ser prestado na capital a partir de quarta (23).

No interior paulista, as doses ainda não chegaram em cidades como Votuporanga (SP), Birigui (SP), Andradina (SP), Penápolis (SP) e Araçatuba (SP). O feriado prolongado atrapalhou a distribuição da imunização.

No Piauí, segundo a coordenação estadual da campanha, também houve atraso na entrega e, por causa do feriado prolongado, optou-se por não mandar vacinas para algumas cidades do interior, por causa do risco de estragarem se não ficarem devidamente refrigeradas. A expectativa é de que a situação se normalize até quinta-feira (24).

Em Santarém, no Pará, também há postos que não receberam a imunização. A previsão é que elas sejam distribuídas até o fim da semana.

No interior do estado do Rio, em cidades como Cabo Frio, São Pedro da Aldeia, Petrópolis e Campos dos Goytacazes, a vacinação começa somente na quinta-feira devido ao feriado de São Jorge.

Ministério da Saúde – Em nota, o Ministério da Saúde informou que já enviou às secretarias estaduais de saúde de todo o país uma quantidade de doses da vacina contra gripe suficiente para as duas primeiras semanas da campanha.

“Vale ressaltar que, em todas as campanhas anuais contra a gripe, o Ministério da Saúde envia, antecipadamente, cerca de 60% do quantitativo total das doses aos estados para garantir o início da mobilização. O restante chega aos estados na primeira semana da campanha”, afirmou a pasta.

A campanha vai até 9 de maio em todo o país. A meta do ministério é imunizar 49,6 milhões de pessoas dos chamados “grupos prioritários”: crianças de 6 meses a menores de 5 anos, idosos com 60 anos ou mais, trabalhadores da saúde, povos indígenas, gestantes, mulheres com até 45 dias após o parto, presos e funcionários do sistema prisional.

No ano passado, o público infantil incluído na campanha tinha idade de seis meses a 2 anos – houve ampliação, portanto. Segundo o ministério, pessoas com doenças crônicas e “condições clínicas especiais” também devem se vacinar.

De acordo com a pasta, a meta representa cerca de 80% do público-alvo da ação. Serão 65 mil postos de vacinação em todo o país.

Imunização – A imunização protege contra os subtipos do vírus influenza: H1N1, H3N2 e B. As doses devem ser aplicadas antes do período de inverno. O dia “D” da campanha, dia nacional de mobilização, será em 26 de abril. A imunização é via injeção.

Segundo o ministério, serão distribuídas neste ano 53,5 milhões de doses da vacina para os 65 mil postos de saúde. De acordo com a pasta, a vacinação pode reduzir entre 32% e 45% o número de hospitalizações por pneumonia e de 39% a 75% os índices de mortalidade por influenza.

Ainda de acordo com o ministério, a pessoa que é vacinada não fica gripada em função da imunização. (Fonte: G1)