Ministro diz não descartar epidemia de febre chikungunya no país

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, disse nesta quarta-feira (24) que o Brasil pode enfrentar uma epidemia da febre chikungunya – doença transmitida pelo mesmo vetor da febre amarela e da dengue. “Não descarto a possibilidade [de epidemia]”, afirmou o ministro, durante lançamento de campanha sobre doação de órgãos.

Chioro afirmou que ainda não é possível estimar como a doença pode evoluir no país. “A gente ainda não consegue ter dimensão do número de casos nem da velocidade [de transmissão].”

Nesta terça, o ministério divulgou que foram identificados, ao todo, 16 casos autóctones de febre chikungunya no Brasil – dois no Oiapoque, no Amapá, e 14 em Feira de Santana, na Bahia. Casos autóctones são aqueles contraídos dentro do próprio país. O país registrou também outros 37 casos importados, de pessoas que contraíram a doença em viagens a outros países.

Pelas características epidemiológicas, vamos ter que trabalhar com a presença de mais uma doença viral”
Ele também afirmou que a pasta está trabalhando junto a secretarias estaduais e municipais para evitar que a doença se espalhe. “Pelas características epidemiológicas, vamos ter que trabalhar com a presença de mais uma doença viral”, declarou.

Chioro declarou que a pasta tem se preparado para combater a doença. “Desde 2012 o Ministério da Saúde já estabeleceu um plano de contingência porque a progressão da doença na América Central e em outros países já se colocava como risco, inclusive porque temos a presença tanto do Aedes Aegypti como do Aedes Albopictus”, afirmou.

O ministro disse que as secretarias estaduais de saúde e as prefeituras têm adotado medidas para o controle dos mosquitos transmissores da doença. “Todas são muito conhecidas e estão sendo reforçadas e serão intensificadas a partir do mês de dezembro”, afirmou.

A doença – A infecção pelo vírus chikungunya provoca sintomas parecidos com os da dengue, porém mais dolorosos. No idioma africano makonde, o nome chikungunya significa “aqueles que se dobram”, em referência à postura que os pacientes adotam diante das penosas dores articulares que a doença causa.

Em compensação, comparado com a dengue, o novo vírus mata com menos frequência. Em idosos, quando a infecção é associada a outros problemas de saúde, ela pode até contribuir como causa de morte, porém complicações sérias são raras, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). (Fonte: G1)