ONU comemora passar do “devemos” a “podemos” lutar contra mudança climática

A Organização das Nações Unidas (ONU) espera que a Cúpula do Clima que aconteceu esta semana em Nova York, da qual saíram “ações concretas” do setor público e privado, sirva para passar do “devemos” ao “podemos” lutar contra a mudança climática.

“Nestes dias aconteceu algo sem precedentes na história de nossos esforços para combater o aquecimento global (…) passamos do devemos ao podemos combatê-lo”, disse nesta quarta-feira o responsável da luta contra a Mudança Climática na ONU, Christiana Figueres.

O diplomata costa-riquenho destacou desde as mais de 400 mil pessoas que percorreram no domingo as ruas de Nova York na grande marcha contra a mudança climática até os “compromissos concretos” do setor privado durante a Cúpula do Clima.

Nas Nações Unidas comemoram como uma “grande notícia” que a cúpula, na qual participaram mais de 120 chefes de Estado e de governo, tenha sido traduzido em compromissos que mobilizarão mais de US$ 200 bilhões antes de final de 2015.

“E isto é só o começo”, disse, por sua vez, o subsecretário-geral da ONU para Planeamento e Coordenação de Políticas, Robert Orr, que comemorou também ter passado do “por que” lutar contra o aquecimento global ao “por que não”.

Os responsáveis da luta contra a mudança climática na ONU esperam que o “impulso” conseguido em Nova York continue em Lima e permita fechar a conferência de Paris de 2015 com um novo “acordo global ambicioso”.

“O presidente do Peru nos convocou ontem para criar a maior aliança jamais vista contra a mudança climática e isso é precisamente o que alcançamos. Ficou claro que o problema da mudança climática não é um assunto de um só setor, têm que participar todos, e não só isso, mas colaborar e se animar constantemente uns a outros para continuar avançando”, disse Orr, que destacou também os compromissos de uma coalizão de 200 prefeitos e a participação da sociedade civil.

O ministro de Meio Ambiente peruano, Manuel Pulgar, afirmou que na cúpula de Nova York foi possível um grande apoio político para à próxima rodada de negociações que começa em dezembro em Lima.

“Agora cabe enviar uma mensagem contundente aos negociadores. Vamos trabalhar juntos criando pontes e por um mesmo objetivo: conseguir em Lima uma minuta clara e coerente que sirva de base para um acordo em Paris”, concluiu o ministro peruano. (Fonte: Terra)