Voos baixos são proibidos no Alasca para proteger morsas encalhadas

Autoridades florestais americanas proibiram aviões de voarem perto de uma enorme manada de morsas exaustas, que estão encalhadas e correm o risco de morrer em uma remota praia do Alasca.

De acordo com o Serviço de Pesca e Vida Silvestre (FWS, na sigla em inglês), os pilotos devem evitar voar abaixo dos 2.000 pés (600 metros) para proteger os animais, pois o barulho dos motores pode assustar animais e provocar uma debandada. No caso dos helicópteros, a orientação é que se mantenham acima de 3.000 pés (900 metros).

Os filhotes seriam os mais ameaçados, no caso de uma fuga desordenada da manada. Segundo os especialistas, os animais ficaram encalhados na praia por causa do degelo causado pelo aquecimento climático.

“Se forem incomodadas, as morsas podem voltar para a água em debandada. A morte por esmagamento ligada a acontecimentos perturbadores (como seria o caso diante de um barulho desconhecido) é uma das principais causas de mortalidade que afeta a população de morsas do Pacífico”, explicou o FWS.

Inicialmente, cerca de 1.500 animais foram contabilizados na praia, mas o número se multiplicou rapidamente nos últimos dias, passando de 35 mil.

“Nossa estimativa mais aproximada é 24 vezes maior agora”, disse Megan Ferguson, do Serviço Aéreo de Controle dos Mamíferos Marinhos do Ártico.

As morsas “ficam encalhadas em uma cena que se tornou comum nos últimos seis a oito anos, como consequência do aquecimento global”, afirma a Agência de Controle Geológico Americano (USGS, na sigla em inglês), em nota à imprensa na quarta-feira. (Fonte: G1)