Bolha de calor faz cidades pelo país atingirem picos de temperatura

A massa de ar quente e seca que está sobre o Sudeste, Centro-Oeste e parte do Nordeste já fez com que a temperatura de algumas cidades das regiões batessem recordes históricos de calor.

Na cidade de São Paulo, a temperatura quebrou seu recorde absoluto nesta sexta-feira. Às 14h, a temperatura registrada na estação do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) no Mirante de Santana, na Zona Norte, foi de 38,7ºC. Este foi o registro mais alto desde 1943, quando começaram as medições.O recorde anterior era de 37ºC, registrado em 20 de janeiro de 1999.

Em Campinas (SP), a temperatura chegou a 38,1ºC, igualando-se à temperatura mais alta registrada na cidade desde 1988, quando o Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri) começou as medições. Como o Inmet não possui estação na cidade, o órgão considera os dados do Cepagri como oficiais.

O Inmet também registrou um pico anual de calor em Presidente Prudente na tarde desta sexta-feira. A cidade alcançou a maior temperatura desde o início do ano: 38,8º C. O recorde anterior foi em fevereiro, quando os termômetros aferiram 36,8º C.

Com 40ºC, São José dos Campos também registrou a temperatura mais alta do ano na tarde desta sexta-feira, segundo informação do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (Cptec), de Cachoeira Paulista. A temperatura foi 2ºC superior à registrada na última segunda (13), recorde anual até então.

Segundo o Inmet, Taubaté registrou a maior temperatura em dois anos, com 38,7ºC nesta sexta. O recorde anterior era de 38,3ºC, registrado em 30 de outubro de 2012.

Sorocaba (SP) teve o dia mais quente do ano nesta sexta-feira, ainda segundo o Inmet. A máxima registrada foi de 37,8ºC durante a tarde, com sensação térmica de aproximadamente 40ºC.

Após uma sequência de recordes de calor na região de Franca (SP) e de Ribeirão Preto (SP), os termômetros registraram uma leve queda nesta sexta-feira. Segundo o Inmet, Barretos (SP), que chegou a marcar 41,2ºC na quarta-feira (15), alcançou 40,8ºC nesta tarde. Em Ribeirão Preto, os termômetros atingiram 39ºC nesta sexta-feira, depois de vários dias com temperaturas na casa dos 40ºC.

O Rio de Janeiro não bateu recorde de temperatura nesta sexta (o termômetro registrou 35,6°C, em Santa Cruz, na Zona Oeste), mas, ao longo do fim de semana, a temperatura pode chegar a 39ºC. Na segunda-feira, o Rio teve o dia mais quente do ano, com 41,6°C registrado na Zona Oeste, de acordo com o Inmet.

Cuiabá (MT) registrou 40,4°C. A máxima do ano na cidade foi registrada nesta quinta-feira, quando atingiu 40,6ºC. Os dados são do 9º Distrito de Meteorologia, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inpe).

Com uma temperatura de 42,5ºC, as cidades de Três Lagoas e Água Clara (MS) tiveram a quarta maior temperatura já registrada no Mato Grosso do Sul. O calor só foi maior em três ocasiões: Em 1962, quando fez 43,8ºC e 43ºC em 15 e 15 de novembro de 1962, em Corumbá, e em 15 de outubro de 2012, quando fez 42,9ºC em Coxim.

Em Curitiba, esta sexta teve uma tarde de extremos: no meio da tarde, os termômetros do Instituto Simepar registraram 35,3 °C, a segunda maior desde a instalação do equipamento. Às 17h, a temperatura despencou para 20 °C, junto com um temporal que lavou as ruas da capital paranaense.

Entenda a ‘bolha de calor’ – De acordo com Vitor Kratz, meteorologista da Climatempo, a “bolha de calor histórica” se formou devido ao fortalecimento do ar seco na atmosfera. Com isso, ela bloqueia desde o início desta semana a entrada de frentes frias, responsáveis por dar um refresco com a derrubada das temperaturas e formação de chuvas.

O ápice da ar muito quente será entre sábado e domingo. É provável que os estados de Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Paraná sintam mais os efeitos.

Mas a partir da segunda-feira (20), a atmosfera deve ficar mais úmida e o ar seco começa a perder força. A tendência é que a partir da próxima semana, novas frentes frias cheguem ao Sudeste, Centro-Oeste e parte do Nordeste e provoquem chuvas, mas sem grandes acumulados de precipitação. (Fonte: G1)