Leilão de energia reserva consegue deságio de 9,94%

O sexto leilão de energia de reserva, promovido na sexta-feira (31) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), terminou com deságio médio de 9,94%.

Foram negociadas energia eólica a R$ 142 reais por megawatt-hora, com deságio de 1,15%, e energia solar a R$ 215 por megawatt-hora, com deságio de 17,9%. Foi a primeira vez que a energia solar participou de um leilão com preços competitivos, o que marca a entrada da fonte no sistema elétrico brasileiro.

O leilão durou cerca de oito horas e terminou com 62 usinas vencedoras (31 solares e 31 eólicas). No total, foram negociados R$ 15.937.064.344,44 em contratos de 20 anos. A potência das usinas vencedoras é 1.658,760 megawatts. A carga de energia que será injetada na rede será 890 megawatts (MW).

Não houve oferta para a fonte biomassa. O início do suprimento de energia será 1º de outubro de 2017, com prazo de 20 anos. O tipo de certame desta sexta-feira – de reserva – serve para aumentar a garantia física do sistema.

“Eu queria enfatizar que hoje (sexta-feira) nós temos um marco no setor elétrico brasileiro. Primeiro porque foi o leilão mais competitivo desde o início do processo de leilões no Brasil. O segundo elemento é que ele marca a entrada da fonte solar na matriz elétrica brasileira de forma consistente”, destacou o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Mauricio Tolmasquim.

Tolmasquim ressaltou ainda que o preço contratado da energia solar no leilão foi um dos menores do mundo, o que coloca o país em situação de destaque. “Contratamos energia solar com um dos menores preços que a gente tem conhecimento no mundo, um pouco abaixo de 90 dólares por megawatt hora. Isso coloca o Brasil realmente como uma das fronteiras da expansão da energia solar no mundo”, disse.

O presidente da EPE disse também que, para o consumidor final, não haverá aumento na conta em razão do ingresso da energia solar no sistema elétrico brasileiro. “Para o consumidor é uma ótima notícia. A gente conseguiu comprar uma fonte que é limpa e interessante, com pouco impacto ambiental, não faz emissões, por um preço que não vai onerar na tarifa dele”. (Fonte: Agência Brasil)