MMA promove fórum sobre Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) promoveu, nesta segunda-feira (24), no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, a Jornada sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), com o intuito de dialogar com os diversos setores envolvidos nos ODS sobre a agenda de sustentabilidade pós 2015.

O documento final do Grupo de Trabalho Aberto para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas foi debatido durante o encontro. O documento conta 17 objetivos e 169 metas a serem alcançadas até 2030. Esses objetivos substituirão os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio que expiram em 2015.

O secretário-executivo do MMA, Francisco Gaetani, abriu o encontro reforçando a necessidade de ouvir os parceiros do MMA para aprofundar essa discussão global ligada à agenda ambiental. “A ideia não é discutir apenas o ponto operacional, mas dar ainda robustez a essa agenda”, afirmou. Ele reforçou que o encontro está em consonância com a diretriz do documento que visa reforçar a participação ativa de governos, sociedade civil, setor privado e do sistema das nações unidas na implantação dos objetivos.

Fernando Coimbra, chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais do MMA, apresentou um breve histórico sobre o tema. Em relação ao documento, ele destacou sua importância afirmando que ele servirá de subsídio aos debates que ocorrerão na ONU e que darão o tom dos novos desafios pós 2015.

Coimbra listou algumas questões que estarão presentes nos debates: financiamento para o desenvolvimento, negociações para acordos no contexto da mudança do clima e quais pontes serão construídas dialogando com objetivos ligados à água, à segurança alimentar, à biodiversidade, à produção e consumo sustentável.

Debate – Para a deputada estadual do Rio de Janeiro, Aspásia Camargo, é preciso ter escolhas estratégicas e políticas que mobilizem o governo federal, estadual, municipal, iniciativa privada e ONGs. “O exercício conjunto como o de hoje é crucial”, reforçou.

O diretor do Centro Rio+, Rômulo Paes, apresentou as oportunidades e desafios para a agenda de desenvolvimento pós 2015. Para ele, ainda é preciso mudar os imperativos da dignidade, equidade, sustentabilidade, prosperidade, liberdade e solidariedade. Já Taís Santos, representante auxiliar do UNFPA no Brasil, destacou que meio ambiente é um assunto que impacta diretamente na vida da população.

Ana Carolina Szklo, do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), defendeu a aproximação cada vez mais forte do governo com as empresas em prol de metas de sustentabilidade ambiciosas, enfatizando o trabalho conjunto.

O consultor Rubens Born trouxe a Agenda 21 como exemplo que pode servir de base para metas universais adaptadas às realidades locais. Carlos Mussi, da Comissão Econômica para América Latina e o Caribe (CEPAL), também abordou a importância de se construir uma agenda que tenha a capacidade de se implantar mundialmente e localmente.

Mario Mottin, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), destacou que o documento do ODS é equilibrado e que o desafio é encontrar as prioridades ODS para diversos países, adaptando os objetivos à realidade nacional.

Denise Kronemberge, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), abordou o desafio de desenvolver indicadores de ODS. Tema que será desenvolvido no segundo dia do encontro, nesta terça-feira (25). Serão discutidos os indicadores dos ODS brasileiros e a construção de novos indicadores ambientais e sociais. (Fonte: MMA)