Equipes de saúde que combatem o ebola são ‘pessoa do ano’ da Time

As equipes de saúde que combateram o vírus ebola foram as escolhidos pela revista americana Time como “personalidade do ano” de 2014. Segundo a revista, “eles se arriscaram, persistiram, se sacrificaram e salvaram.”

A editora Nancy Gibbs assinou o texto em que diz que “por décadas os vilarejos rurais africanos foram assombrados pelo ebola como um monstro mítico que aparecia de poucos em poucos anos e demandava um sacrifício humano até retornar à sua caverna. Ele chegou ao Ocidente sob forma de pesadelo, um filme de terror de Hollywood que faz olhos sangrarem, órgãos dissolverem e médicos se desesperarem porque não há cura.”

O número de mortos em decorrência da epidemia de ebola subiu para 6.070, dentre 17.145 casos registrados da doença, até 30 de novembro, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O vírus continua se espalhando intensamente em Serra Leoa.

A prestigiosa revista elege a personalidade “que mais afetou as notícias e as nossas vidas” desde 1927. A pessoa ou grupo vencedor ocupa a capa da edição de fim de ano da revista. No ano passado, o escolhido foi o Papa Francisco.

Embora a Time tenha escolhido a figura simbólica dos ‘lutadores contra o Ebola’, a revista menciona ‘as forças especiais da organização Médicos Sem Fronteiras, os trabalhadores da associação de ajuda humanitária cristã Samaritan’s Purse e muitos outros de todo o mundo que combateram lado a lado com médicos e enfermeiros locais, motoristas de ambulância e equipes de coveiros’.

Os oito finalistas de 2014 eram: os manifestantes de Ferguson, cidade americana que foi às ruas após a morte de um jovem negro desarmado por um policial branco, o presidente russo, Vladimir Putin, a cantora pop Taylor Swift, o chinês fundador da empresa Alibaba, Jack Ma, o CEO da Apple, Tim Cook, o presidente da região curda do Iraque, Masoud Barzani, e Roger Goodell, presidente da Liga Nacional de Futebol dos EUA.

Centros de tratamento estão sendo abertos em Serra Leoa. Total de mortos em decorrência da epidemia subiu para 6.070. (Fonte: G1)