Depois de 251 dias, Cantareira registra primeira alta no nível da água

Após 251 dias sem registrar aumento de forma natural, o sistema Cantareira, enfim, subiu. Principal reservatório da região metropolitana ao abastecer 6,5 milhões de pessoas na Grande São Paulo, o Cantareira passou de 6,7% para 7% nesta quarta-feira (24), segundo a Sabesp.

A última vez na qual a régua do manancial havia subido foi em 16 de abril.

A alta foi consequência das chuvas que atingem a região metropolitana nos últimos dias. Somente ontem, o sistema recebeu 52,4 mm de água, o que representa 24% da média histórica para dezembro (220,9 mm). No acumulado do mês, o Cantareira acumula 140 mm (63% da média).

Além do Cantareira, todos os demais cinco reservatórios que abastecem a região também registraram alta.

O nível do Alto Tietê, que também está em estado crítico, subiu de 10,5% para 11,1%. O sistema, que abastece 4,5 milhões de pessoas, já tem acumulado 153 mm de chuvas no mês, 79% da média histórica.

O Guarapiranga, que fornece água para 4,9 milhões de pessoas, subiu 1,7 ponto percentual e opera com 38,3% de sua capacidade.

O reservatório de Rio Claro, que atende a 1,5 milhão de pessoas, passou de 66,7% para 69%.

O reservatório de Rio Grande, que atende a 1,2 milhão de pessoas, opera com 69% de sua capacidade após subir 2,3 pontos percentuais.

O sistema Alto de Cotia, que fornece água para 400 mil pessoas, passou de 30,2% para 31,5%.

Taxa para quem gastar mais – Na semana passada, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), confirmou que o Estado cobrará uma “tarifa de contingência” aos clientes da Sabesp que aumentarem o consumo de água, a partir de 1º de janeiro.

Os valores dos acréscimos na conta serão de 20% para quem consumir até 20% a mais em relação à média do ano passado e de 50% para quem ampliar o consumo além desse patamar.

“Queremos que os 20% que ainda não reduziram o consumo, que o façam. Nosso objetivo não é arrecadatório ou punitivo, queremos que todos colaborem”, afirmou o governador. (Fonte: UOL)