Após ‘recuperação’, Rio Piracicaba volta a ter pedras e volume cai 85%

Após a chegada das chuvas e o aumento no volume de água, o volume do Rio Piracicaba voltou a cair neste final de semana e a paisagem de pedras apareceu novamente. Segundo o Sistema de Telemetria do Consórcio das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), o nível do manancial na tarde deste domingo (28) chegou a 1,6 metros, com vazão de 71,8 mil litros por segundo. O número é 85% abaixo do volume atingido na quarta-feira (24), quando o reservatório dobrou de profundidade e chegou a 481,7 mil litros por segundo, com risco até de transbordar.

A marca também está abaixo da média esperada para dezembro, de 2 mil metros, com volume de 129 mil litros por segundo. De acordo com o Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee), a queda na vazão é por conta da ausência de chuvas desde a quarta-feira (24). Até o início da semana, o manancial teve sua paisagem recuperada e a cheia garantiu a piracema, que corria risco de não acontecer por conta da seca histórica que atingiu o reservatório.

Além de garantir a piracema e “recuperar” sua paisagem tradicional, com lanchas e jet ski, que substituíram as pedras e os bancos de areia, a cheia do Rio Piracicaba atraiu turistas durante o feriado de Natal e aumentou em até 70% o movimento na Rua do Porto. O reservatório passou por momentos de agonia durante o ano, mas, com as chuvas do mês de dezembro tenta, aos poucos, voltar à vida normal.

Alterações na vazão – Nesta semana, o volume do Rio Piracicaba dobrou de volume por conta das chuvas de segunda (22) e terça-feira (23). O nível do manancial chegou a 4,34 metros cúbicos e a vazão atingiu 481,7 mil litros de água por segundo, os mais altos do ano, de acordo com o Daee.

Na sexta-feira (19), a vazão do Rio Piracicaba estava em 12,6 mil litros de água por segundo, já que a cidade estava sem chuva havia seis dias. Ainda segundo o Daae, a vazão mais alta que havia sido registrada neste ano foi de 214,07 mil litros de água por segundo, em janeiro. No mesmo mês, o nível chegou a 2,76 metros, também o mais alto de 2014 até as chuvas desta semana.

No dia 22 de novembro, o manancial chegava ao seu pior momento. A vazão registrada, cerca de 3,4 mil litros por segundo, foi a pior dos últimos 30 anos, 96% inferior a média histórica para o mês, que chegou a mais de 85 mil litros por segundo. (Fonte: G1)