Vazão do Rio Piracicaba tem nova queda e fica 82% abaixo da média

A vazão do Rio Piracicaba voltou a ter queda e registrou um índice 82% abaixo da média para janeiro. De acordo com dados do Sistema de Telemetria do Consórcio das Bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), a vazão do manancial no trecho da Rua do Porto às 16h deste domingo (11) era de 34.96 mil litros de água por segundo, quando o normal para o período é de 202,49 mil litros de água por segundo.

Apesar das chuvas do final de dezembro e do início do mês, que causou vários pontos de alagamento no município, o cenário de pedras ainda era visto no salto do rio neste domingo. O nível também está abaixo da média para o mês. Por volta das 16h, a profundidade chegou a 1,22 metro quando o esperado para janeiro é de 2,59 metros, o que significa uma redução de 52,8%.

Chuvas – No dia 30 de dezembro, uma chuva forte alagou trechos do Centro de Piracicaba. Pontos das avenidas Independência, José Micheletti, Armando de Salles Oliveira e 31 de Março ficaram cobertos de água. Veículos foram arrastados. Em cerca de 30 minutos, choveu um acumulado de 7,2 milímetros, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Até ambulâncias tiveram que mudar de rota por causa dos alagamentos.

Já no dia 3 de janeiro, outro temporal alagou trechos de ruas e avenidas. A forte chuva durou 40 minutos e criou bolsões de água nas mesmas avenidas. Pelo menos duas famílias ficaram presas dentro dos veículos durante o tempo que durou a tempestade, mas ninguém se feriu. Apesar das precipitações, a vazão do Rio Piracicaba continuou abaixo da média para janeiro.

Pior vazão – O volume de água que passa pelo Rio Piracicaba chegou a 3,46 mil litros por segundo às 12h30 do dia 22 de novembro, quantidade 96% abaixo da média histórica para o mês, que é de 85,15 mil litros por segundo. Foi o pior índice dos últimos 30 anos, conforme os registros do Daee. Naquele dia, pedras tomavam o cenário que costumava ser de água abundante, principalmente no Salto, local histórico do manancial.

Melhor vazão – Um mês depois do recorde de vazão mais baixa, o rio chegou a apresentar risco de transbordar, quando, após chuva de quase 67 milímetros, o volume chegou a 481,7 mil litros de água por segundo e o nível foi de 4,34 metros, no dia 23 de dezembro. Os valores foram os mais altos de 2014. Com essa melhora, o rio voltou a ter barcos, lanchas e até jetskis. (Fonte: G1)