Vazamento na Estação Espacial Internacional foi alarme falso

A agência espacial americana Nasa anunciou que o alarme de vazamento de amônia na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), que obrigou a equipe de astronautas a abandonar o lado americano da plataforma e seguir para a área russa, foi falso.

Nenhum vazamento foi efetivamente detectado, e os astronautas poderão voltar à parte americana. Eles usarão máscaras para fazer novas medições do ar e se certificar de que não há excesso de amônia. Depois, tirarão as máscaras e poderão trabalhar normalmente.

A provável origem do problema foi uma falha no sistema de computadores da estação.

Os astronautas – três russos, dois americanos e uma italiana -, não correram perigo.

Em maio de 2013, um vazamento de amônia foi detectado na Estação Espacial. Na época, os cientistas identificaram que se tratava da amônia que corria num duto que refrigera canais de transmissão de energia. A anomalia foi considerada “muito grave”.

Parceria – A ISS é um dos raros domínios da cooperação russo-americana que não sofreu com a degradação das relações entre os dois países com a crise na Ucrânia, que fez com que os ocidentais adotassem sanções econômicas sem precedentes contra a Rússia. No entanto, Moscou anunciou na terça-feira (13) que decidirá na primavera se irá manter as atividades da Estação Espacial para além de 2020, como deseja os americanos.

A Rússia fornece à plataforma seu principal módulo, onde estão os motores-foguetes, e os foguetes russos Soyuz são, desde o fim das atividades das naves espaciais americanas, o único meio de se chegar e de repatriar a tripulação.

Dezesseis países participam da ISS, posto avançado e laboratório espacial colocado em órbita em 1998 que custou US$ 100 bilhões, financiados principalmente pela Rússia e os Estados Unidos. (Fonte: G1)