Zona Norte de Macapá/AP concentra maior risco de febre chikungunya

A notificação do primeiro caso da febre chikungunya contraído em Macapá, no bairro Infraero 2, motivou o Plano Estadual de Ação Social de combate ao mosquito transmissor da doença. O plano reúne representantes da Defesa Civil Estadual (Cedec), Corpo de Bombeiros Militar do Amapá (CBM), Exército Brasileiro, Ministério da Saúde, prefeitura de Macapá e governo do Amapá. As ações iniciaram nessa terça-feira (27).

De acordo com o levantamento Rápido do Índice de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) a Zona Norte é a região com maior incidência do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e da febre chikungunya. Por isso, as ações do Plano serão concentradas na região.

O levantamento aponta ainda que o bairro Infraero 2 está entre os de maior risco de infestação pelo aedes aegypti. O Infraero 1 e o Brasil Novo, ambos na Zona Norte, também estão com alto risco. Outros bairros, como Açaí, Parque dos Buritis e Ilha Mirim também aparecem na lista de risco.

De acordo com o CBM, estratégias como orientação da população, notificação de pessoas que apresentem os sintomas da doença para acompanhamento dos órgãos de saúde, busca ativa de ovos e larvas do mosquito e aplicação de larvicidas para a eliminação serão adotados no Plano.

“A identificação de focos e tratamento ainda é a forma mais eficiente de combater a proliferação do mosquito. Por isso vamos concentrar primeiramente as nossas ações na Zona Norte da cidade”, diz a coordenadora de Vigilância em Saúde de Macapá, Gisela Cezimbra.

Segundo a coordenadora, moradores ou empresários que já foram notificados pelos agentes de endemias, na ação que aconteceu no mês de dezembro, por não realizarem a limpeza de seus quintais, ou acumularem entulhos e pneus, serão autuados.

O LIRAa afirma ainda que os criadouros predominantes em Macapá são: lixo e outros resíduos sólidos (47%), pneus (20,6%) e depósitos de água ao nível do solo (18,6%). A Secretaria de Manutenção Urbanística de Macapá (Semur) será responsável por emitir o auto de infração, com multa que pode variar de R$ 500 a R$1 mil, para quem insistir em não contribuir com o Plano Estadual de Ação Social de combate ao Chikungunya.

Desde o início da infestação da doença em 2014, foram 18 casos detectados em Macapá, mas todos de pacientes que viajaram para locais de risco da doença, na maioria o município de Oiapoque, distante 590 quilômetros. No município que faz divisa com a Guiana Francesa, 1.231 casos foram registrados no último ano, conforme dados do Ministério da Saúde (MS). (Fonte: G1)