Secretaria do Ambiente do Rio combate venda clandestina de água

Em meio à estiagem no Rio de Janeiro, a Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) resolveu intensificar a fiscalização para combater a captação irregular e a venda clandestina de água. Desde o início do ano, a secretaria fez três ações conjuntas com a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e a Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais (Cicca), visando à preservação dos recursos hídricos do estado. Nova operação está planejada para o fim da próxima semana.

A blitz ambiental feita na quinta-feira (5) pela secretaria na Taquara, zona norte da cidade, lacrou dois poços artesianos que abasteciam uma cisterna com capacidade para 100 mil litros de água. Seis caminhões-pipa foram apreendidos, e o proprietário do terreno onde era feita a captação foi detido e encaminhado à DPMA.

O secretário do Ambiente, André Corrêa, fez um apelo à população para economizar água, pois o Rio de Janeiro está passando pela maior estiagem dos últimos 84 anos. Segundo ele, as ações serão intensificadas. Segundo ele, a Região Sudeste enfrenta a maior crise hídrica de sua história. “Minha orientação para a Cicca é intensificar as operações de combate à captação ilegal. Ações imediatas, de curto prazo. No médio prazo, vamos discutir a revisão da política tarifária de água.” De acordo com o secretário, poderão ser oferecidos descontos na conta daqueles que consomem menos e sobretaxa na dos que consomem. Ele explicou que a “a revisão não é só por conta da crise; deve ser uma política permanente”.

Mais dois poços artesianos foram lacrados na quinta-feira em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio, e em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Duas pessoas foram detidas e um caminhão-pipa apreendido. Os agentes flagraram mais dois depósitos clandestinos, com capacidade para armazenar, juntos, 140 mil litros de água.

Em operações anteriores, no mês de janeiro, foram lacrados quatro poços artesianos e três depósitos clandestinos de água, com detenção de três pessoas e apreensão de sete caminhões-pipa. As ações foram na Taquara, em São João de Meriti e São Gonçalo.

O coordenador da Cicca, José Maurício Padrone, disse que as ações de repressão à venda clandestina de água continuam em todo estado, para combater a prática criminosa que, segundo ele, prejudica a saúde da população e o meio ambiente. “As maiores empresas com pedidos de outorga serão fiscalizadas. Todo caminhão-pipa deve conter a outorga e a análise da água do local de onde houve a captação. Peço aos síndicos e consumidores para sempre verificar essa documentação”, explicou.

As operações da Cicca, este ano, no entorno do Parque Estadual da Pedra Branca, em Vargem Grande, zona oeste do Rio, resultaram na detenção de quatro pessoas em flagrante, na apreensão de quatro caminhões-pipa e no fechamento de oito poços de captação ilegal de água. Segundo a SEA, o parque está com os rios praticamente secos, devido ao período de estiagem e a captação irregular de água do lençol freático prejudica diretamente o abastecimento da população próxima ao parque. (Fonte: Agência Brasil)