Ministra diz que RJ não enfrenta condições críticas de falta d’água

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse nesta segunda-feira (9) que o Rio de Janeiro não enfrenta condições críticas de falta de água, como mostrou a Globonews. A afirmação foi feita após um encontro com autoridades no Palácio Guanabara, em Laranjeiras, Zona Sul do Rio.

“O Rio não tem a condição crítica que tem hoje São Paulo, por exemplo, ou o Espírito Santo. O Rio está trabalhando com reservas de água do Paraíba do Sul, do reservatório de Paraibuna, e nós estamos assegurando, em função das regras de operação do Sistema Guandu, que essa água dure. Precisamos não só assegurar isto do ponto de vista da oferta de água bruta, mas também do comportamento de cada cidadão de poupar água”, afirmou Teixeira.

André Corrêa, secretário do Ambiente do estado, também esteve presente na reunião e disse que a orientação do governador Luiz Fernando Pezão é de “priorizar o abastecimento humano”. A crise, segundo ele, pode servir para estimular o reuso de água e a mudança estrutural de indústrias localizadas próximas ao fim do sistema Guandu. Atualmente, o sistema “expulsa” a água do mar utilizando jatos de água doce que são desperdiçados.

Uma das propostas de curto prazo seria a construção de uma adutora de 14 quilômetros, bancada pelo setor industrial, para que estas empresas fossem abastecidas de uma maneira mais econômica.

Paraibuna sai do volume morto – As chuvas do fim de semana alteraram um pouco o cenário nos reservatórios do Rio Paraíba do Sul, que abastecem o Rio de Janeiro. De acordo com dados da Agência Nacional de Águas (ANA), houve uma pequena recuperação do volume da represa. Ou seja, o nível do reservatório de Paraibuna se elevou para 0,08% do volume útil, neste domingo (8). Na quinta-feira (5), o nível da usina estava em -0,19% abaixo do volume útil. O volume morto é considerado abaixo de zero. Veja gráfico com o nível total de água.

O reservatório, que é o maior dos quatro que abastecem o estado, tinha entrado no volume morto no dia 21 de janeiro. Com a saída do volume morto, o nível do Paraibuna chega a 44,33% da capacidade total de água, que é de 4.732,2 hectômetros cúbicos de água. A capacidade é a soma do volume útil (2.636,2 hm³) e volume morto (2096,0 hm³). (Fonte: G1)