Assoreamento no ribeirão Taquaruçu preocupa moradores de Palmas

As famílias que vivem às margens do ribeirão Taquaruçu Grande estão preocupadas com o assoreamento no local. O problema, segundo os moradores que vivem em um condomínio na região sul de Palmas, começou há cerca de dois anos e está sendo provocado por causa de uma obra de pavimentação.

Pelos cálculos dos moradores, cinco mil metros de área do ribeirão desapareceram em um período de dois anos. A água sumiu para dar lugar a areia. O problema acontece no ribeirão que abastece 80% da cidade de Palmas. “Tinham peixes, patinhos e hoje não existe mais este lago. A gente, tanto perdeu o nosso laguinho que vinha da nascente, como agora a gente está tendo uma nova divisa no condomínio”, alegou o morador Felipe Avelino Pacheco.

Os moradores fizeram um abaixo-assinado para solicitar providências aos órgãos ambientais. A primeira denúncia foi feita em 2013 e a última nesta sexta-feira (6), mas até agora não houve solução. “Nós estamos muito preocupados porque é uma área que queremos preservar, queremos cuidar e não podemos deixar que esses desacordos prejudiquem a nós moradores”, argumentou o presidente do sindicato do condomínio, Paulo Sérgio Constâncio.

Perto da nascente do ribeirão está sendo feita uma obra de pavimentação asfáltica, de um loteamento. Um dos responsáveis pela obra, Pablo Teixeira, disse que vai resolver o problema após o período chuvoso. “A área de assoreamento já existe um PRAD [Projeto de Recuperação de Área Degradada] aprovado no Ministério Público, que vai ser feito o desassoreamento da lagoa. Mas no período de chuva não tem como fazer o desassoreamento”.

Em nota, o Ministério Público Estadual, disse que instaurou, no dia 20 de setembro de 2013, procedimento investigatório para apurar denúncia de possíveis crimes ambientais. Na época, técnicos do órgão foram até o local, realizaram vistoria e constataram as irregularidades. Após o laudo técnico, o MPE disse que oficiou os órgãos de fiscalização ambiental para atuar no caso. Em dezembro de 2013, a promotoria recebeu um ofício da Prefeitura de Palmas informando que a obra estava embargada até que os problemas fossem resolvidos e que os proprietários tinham sido multados. Depois desta data, o MPE afirmou que não recebeu novas reclamações.

A Secretaria de Desenvolvimento Urbano de Palmas informou, em nota, que uma equipe da Diretoria de Controle Ambiental vai ao local nesta segunda-feira (9) para verificar as denúncias e se forem confirmadas as irregularidades serão tomadas as medidas cabíveis e os responsáveis serão punidos. (Fonte: Terra)