Nível do Cantareira sobe de 15,3% para 15,6% da capacidade

O nível do Sistema Cantareira subiu de 15,3% para 15,6%, segundo boletim divulgado pela Sabesp nesta quarta-feira (18). Foi o 12º dia consecutivo de alta no nível das represas que abastecem 5,6 milhões de pessoas na Grande São Paulo.

O nível do Cantareira também subiu se levada em conta a nova metologia adotada pela Sabesp, que considera na capacidade total do sistema as duas cotas de volume morto adicionadas no ano passado. Por essa metodologia, o nível subiu de 11,9% para 12% nesta quarta.

O aumento ocorreu apesar da pouca chuva registrada no sistema, de apenas 0,1 mm. No mês, porém, o acumulado já é de 157,6 mm, o equivalente a 88,5% do esperado para março.

Os demais sistemas que abastecem a Grande São Paulo também tiveram alta, com exceção do Rio Grande.

Novo método – A Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp) passou a divulgar na terça-feira (17) duas formas de medição do nível de água armazenado no Sistema Cantareira. A publicação do novo gráfico foi feita após recomendação do Ministério Público (MP), que pediu mais detalhes da situação do manancial com o uso de duas cotas do volume morto desde 2014.

Até então, a Sabesp não inseria no cálculo a quantidade de litros acrescentada pelas reservas técnicas (182,5 bilhões de litros do volume morto 1 e 105 bilhões de litros do volume morto 2) autorizadas pela Agência Nacional de Águas (ANA) e o Departamento Estadual de Águas e Energia Elétrica (DAEE).

A conta para chegar ao índice do nível do reservatório só considerava o volume útil do sistema, que é de 982 bilhões de litros.

Para dar “mais transparência às informações”, segundo nota oficial, a Sabesp apresentará também um gráfico considerando o volume útil e o volume morto, especificando o volume total do sistema para cada situação. Nesta terça-feira, portanto, com o novo cálculo, o índice é de 11,9%.

A companhia informou, por meio da assessoria de imprensa, que apesar da divulgação de dois gráficos, o índice oficial para série histórica será o mesmo de antes e que o volume de água disponível para a população não sofreu alteração. As duas formas de medição podem ser encontradas na página na internet da Sabesp.

Queda no nº de clientes – Antes da crise, o Cantareira abastecia 8,8 milhões de pessoas, mas hoje produz água para 5,6 milhões de clientes na Grande São Paulo. O sistema conseguiu recuperar apenas uma quantidade de água equivalente a segunda cota do volume morto.

O sistema teve um corte de 56% na vazão em relação a fevereiro de 2014. A quantidade de água fornecida passou de 31,77 mil litros por segundo para 14,03 mil litros/segundo. Já o Guarapiranga aumentou a vazão de 13,77 mil litros por segundo para 14,9 litros/segundo, e se tornou o maior reservatório de São Paulo. (Fonte: G1)