Maioria dos reservatórios continua abaixo dos níveis do ano passado

As chuvas de março aumentaram as reservas das usinas hidrelétricas, mas o repórter Ismar Madeira mostra que a gente ainda está muito longe de resolver o problema.

No Rio São Francisco, em Minas Gerais, os ribeirinhos comemoram o aumento do nível do reservatório de Três Marias com a chuva dos últimos meses.

“Estava subindo um tanto assim em 24 horas, quer dizer, dava 10 centímetros, estava subindo bem. Graças a Deus”, diz Ivonélio Bernardes Campos, aposentado.

E subiu muito mesmo: em novembro do ano passado, o reservatório tinha só 2,62% da capacidade. No início de dezembro, chegou 8,18%, e agora está em 30,29%. Bem mais do que há um ano, quando o volume era de 18,87%, mas ainda não é o suficiente para aumentar a produção da hidrelétrica.

Esta é a estrutura por onde a água é captada para dentro da usina, para mover as turbinas e gerar energia elétrica. Quando o reservatório está na capacidade máxima, a água chega até aquela marca escura, no alto no concreto. Mas, agora, o nível está bem mais baixo. Por causa disso, apenas uma, das seis turbinas, está funcionando, é para acumular água no reservatório.

“A nossa intenção é continuar com uma geração baixa, no máximo, talvez, possa vir a ligar uma outra turbina, vai depender da situação”, explica Marcelo de Deus, gerente plano energético-Cemig.

Em 20 de março, começou o outono, estação em que as chuvas diminuem em grande parte do país. Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico, dos 28 principais reservatórios de hidrelétricas, 18 estão com menos água do que no ano passado.

Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, em média, no dia em que a nova estação começou em 2014, os reservatórios estavam com 35,32% da capacidade. Neste ano, estão com 24,91%. No Nordeste, chegaram a 41,88% no ano passado. Agora, estão com 20,64%. No Norte, eram 83,51%; em 2015, 48,94%. Só na Região Sul, a situação melhorou, mas muito pouco. No ano passado, os reservatórios estavam, em média, com 40,98% da capacidade; neste ano, 43,32%.

Por enquanto, o sistema está precisando das termelétricas para complementar a geração de energia, em todas as regiões. Carlos torce para isso mudar: “Está precisando, e muito. A conta de luz foi lá para cima”. (Fonte: G1)

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