Bowie, Coldplay e mais 300 artistas pedem compromisso com clima na COP21

Mais de 300 artistas, entre eles o cantor britânico David Bowie, a islandesa Björk e os integrantes da banda Coldplay, pediram nesta sexta-feira aos líderes mundiais que assumam “compromissos ambiciosos” na cúpula do clima de Paris (COP21), em carta aberta publicada no jornal “Guardian”.

Antes de a reunião patrocinada pela ONU começar na capital francesa, os integrantes da “comunidade criativa” global pediram aos responsáveis pelas negociações que “consigam um acordo ambicioso e inspirador”.

“Estamos profundamente preocupados com o fato de que nossos sistemas econômico e industrial estejam acelerando o ritmo das extinções, a desertificação, o esgotamento do solo, degradando os ecossistemas, acidificando nossos rios e oceanos”, assinalou a carta, dirigida ao ministro das Relações Exteriores francês, Laurent Fabius.

O líder do grupo Blur, Damon Albarn; o integrante do Radiohead, Philip Selway e o cantor Iggy Pop também assinaram o texto, que ressalta que as decisões tomadas na capital francesa “determinarão as condições que nos afetarão e a muitas gerações por vir”.

Por esse motivo, pedem “compromissos ambiciosos quanto ao clima, começando agora, que limitem o futuro aquecimento global a abaixo de dois graus centígrados em relação aos níveis pré-industriais”.

Também reivindicam “mecanismos financeiros para estimular a extensão de infraestruturas nos países mais pobres, para ajudá-los a cumprir seus compromissos de redução (de gases poluentes) ao mesmo tempo em que permita (que tenham) um desenvolvimento equilibrado”.

Os artistas também se comprometeram a tomar ações eles mesmos para que sua “indústria seja mais sustentável”.

“Falaremos para nosso público e aos consumidores. Utilizaremos nossas vozes criativas para influenciar a narrativa pública e criar um consenso social em favor da ação pela mudança climática”, assinala a carta.

O documento também foi assinado por David Gilmour, o cantor Jack Johnson, pelos atores Steve Coogan e Emma Thompson, pelo diretor-executivo da Royal Opera House de Londres, Alex Beard, e pelo diretor teatral Dominic Cooke. (Fonte: Terra)