Financiamento é ponto de discórdia entre países: quem paga a conta?

Os países emergentes e em desenvolvimento elevaram o tom nesta quarta-feira (2) sobre a questão-chave dos financiamentos, reclamando compromissos claros dos países do norte na Conferência do Clima de Paris (COP21).

“O nível dos apoios financeiros que serão dados pelos países desenvolvidos aos países em via de desenvolvimento após 2020”, data da entrada em vigor do futuro acordo, deve ser “esclarecido”, alertou o grupo “G77+China”, que reúne 134 países, numa declaração a Laurent Fabius, presidente da COP.

O grupo “G77+China” pede também a partir de 2020 “um aumento substancial” do aporte de 100 bilhões de dólares anuais prometido pelos países ricos, segundo esta declaração transmitida à imprensa.

Terceiro ponto de discordância: os países desenvolvidos querem que os mais ricos entre os emergentes contribuam mais para ajudar financeiramente os países do Sul. Mas eles se referem, em sua declaração, à Convenção do Clima da ONU que estipula as ajudas financeiras que cabem aos países ricos.

“O apoio financeiro dos países desenvolvidos está relacionado com os impactos (da mudança climática) devido a emissões históricas (gases de efeito estufa)”, escreveu o G77+China.

O grupo se disse “profundamente preocupado com as tentativas de introduzir condições econômicas na parte dos financiamentos” negociada em Paris.

No terceiro dia da COP21, os debates patinavam enquanto os negociadores devem entregar no sábado um novo texto a Laurent Fabius, antes que os ministros dos 195 países participantes assumam a liderança na segunda-feira. (Fonte: UOL)