COP21: conselho cria força-tarefa sobre riscos financeiros das mudanças do clima

O enviado especial das Nações Unidas para Cidades e Mudanças Climáticas, Michael Bloomberg, anunciou na sexta-feira (4), Na 21ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP21), em Paris, a criação de uma força-tarefa, presidida por ele e liderada pela indústria, para divulgação dos riscos financeiros relacionados ao clima.

A força-tarefa, criada pelo Conselho de Estabilidade Financeira, treinará voluntários para atuar em empresas no fornecimento de informações aos credores, seguradoras, investidores e outras partes interessadas. A força-tarefa está sendo constituída a pedido dos ministros das Finanças do G20 e diretores de bancos centrais.

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Para Bloomberg, é fundamental que as indústrias e investidores compreendam os riscos colocados pelas mudanças climáticas, mas atualmente há pouca transparência sobre esses riscos.

O diretor do Banco da Inglaterra, Mark Carney, foi um dos iniciadores da força-tarefa. Em Paris, ele disse que as contribuições nacionais que os países apresentaram às Nações Unidas, antes do acordo final, teria repercussões importantes para as empresas, e que um máximo de informações foi fundamental para eles lidarem com o desafio das mudanças climáticas e para aproveitar as oportunidades de ação climática.

“Para a União Europeia sozinha, isso significa uma redução de 1,6% das emissões de gases de efeito estufa a cada ano. As empresas precisam se perguntar: ‘O que isso significa para mim? Se a estratégia é chegar a zero emissões líquidas, qual é o meu plano?’”, disse Carney. O diretor ressaltou que um público envolvido foi fundamental para acelerar a transição para baixas emissões de carbono e que os investidores terão de levar em conta as normas, regulamentos e pressões sociais.

Michael Bloomberg já ajudou na conscientização das empresas nos Estados Unidos para riscos relacionados com o clima por meio da iniciativa Negócio Arriscado que ele co-fundou. Como o ex-prefeito de Nova York, ele também gosta de chamar a atenção para as muitas vantagens da regulamentação ambiental em nível municipal e nacional.

“Para as pessoas que dizem que a ação climática é ruim para os negócios, eu digo que Nova York tem a maior taxa de crescimento e a maior taxa de emprego nos Estados Unidos. E o número líquido de postos de trabalho nos Estados Unidos por causa da regulamentação ambiental tem subido, não caído”, disse Bloomberg. (Fonte: Agência Brasil)

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