Atividade ilegal causou 92% do desmatamento no MT, diz governador

A promessa do governo de Mato Grosso de zerar o desmatamento ilegal no estado até 2020, se tiver sucesso, vai acabar com 92% do problema, porque só 8% dos focos de desmatamentos registrados no último ano foram legais. Os números foram revelados pelo governador Pedro Taques, que viajou à França para participar de eventos da COP 21, a cúpula do clima de Paris.

A promessa foi feita em um momento delicado, pois no período 2014/2015 o Mato Grosso registrou um aumento de 40% em seu índice de desmatamento. O estado foi um dos três, ao lado de Amazonas e Rondônia, que puxaram o aumento de 16% do desmate na Amazônia para 5.831 km².

“Cerca de 60% do aumento que verificamos foi na região nordeste do estado, em municípios com centro em Colniza”, afirmou Taques. “Ali é notadamente ocupado por agricultura familiar e pequenos proprietários.”
A ministra do Meio Ambiente do Brasil, Izabella Teixeira, havia atribuído a alta no desmate a autorizações provisórias equivocadas de uso da terra que a justiça estadual havia concedido.

Alguns proprietários conseguiram essas autorizações porque queriam limpar áreas antes de o Cadastro Ambiental Rural, que organiza a ocupação fundiária no país, ficar pronto, mostrando com precisão quanto de áreas de proteção permanente e de reserva legal possui cada terra.

Taques negou que tenha sido esse o problema, e afirmou que o recrudescimento na destruição da floresta. “Historicamente nos anos eleitorais ocorre um aumento do desmatamento”, disse, em Paris.

O governador se referiu ao fato de autoridades locais fazerem “vista-grossa” para o desmate em época de campanha, para conseguirem conquistar mais votos de agricultores.

Taques disse, porém, que isso não vai prejudicar a meta de desmate ilegal zero. “Tenho certeza que atingiremos a meta de 2020”, afirmou.

Seu plano, porém, que envolve a recomposição de uma vasta área de florestas e de pastagens degradadas, e tem custo previsto de R$ 39 milhões. O governador afirma que sua visita a Paris faz parte da tentativa de levantar esse financiamento.

Se os europeus, os americanos e os fundos públicos e privados entenderem que precisam financiar o Brasil, é bom que isso ocorra”, afirmou. “Mas a união federal tem que desburocratizar a utilização desse fundos, e os estados precisam ter acesso direto a eles.” (Fonte: G1)

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