Novo esboço de acordo do clima tem mais consenso, mas menos ambição

Um novo esboço do acordo do clima foi publicado na noite desta quinta-feira (10) na COP 21, a conferência do clima de Paris. Em relação à versão anterior, circulada um dia antes, muitos pontos de desacordo foram resolvidos, mas as opções mais ambiciosas de corte indicadas no documento desapareceram.

O novo texto-esboço acordo indica que sua meta será a de manter o aquecimento médio do planeta “bem abaixo de 2°C”, mas “buscando esforços para limitar o aumento de temperatura a 1,5°C”. Não há menção, porém, a números específicos de cortes de emissão e “descarbonização” total a longo prazo, que ainda aparecia na versão anterior.

O esboço da quarta-feira, porém, tinha 367 colchetes, que sinalizam elementos em impasse, e a nova versão possui apenas 50, sinal de que o acordo está se encaminhando para fechar. A versão publicada nesta quarta é uma proposta de consenso elaborada pelo presidente da COP 21, o ministro das relações exteriores francês, Laurent Fabius. Os países da conferência analisam agora o texto para uma rodada de comentários a se iniciar no fim da noite.

O texto foi construído em conjunto com um número limitado de “facilitadores”, dentre os quais a ministra do ambiente do Brasil, Izabella Teixeira, para evitar rodadas extensas de comentários pelos 195 países da Convenção do Clima. Mesmo que seja bem recebido agora, ainda precisa ser votado pela convecção, o que deve ocorrer a partir de sexta-feira.

Um ponto do acordo que foi visto como retrocesso foi o artigo que trata da revisão das atuais promessas de desaceleração de emissões feitas pelos países. Chamados INDCs (Contribuições Pretendidas Nacionalmente Determinadas), esses compromissos, porém, são ainda insuficientes para limtar o acréscimo de temperatura a 2°C.

Economistas afirmam que as emissões precisam ter pico em 2020 para que o custo de redução de emissões necessário seja o menor, mas o esboço do acordo prevê o primeiro prazo de revisão de INDCs para 2023. O esboço também não determina quando deve ocorrer o pico de emissões. O texto diz apenas que será “assim que possível”.

Houve um avanço no artigo que trata de financiamento do combate ao aquecimento global. O novo esboço prevê que países desenvolvidos devem desembolsar no mínimo US$ 100 bilhões por ano a partir de 2020 para financiar combate ao aquecimento. Eventuais investimentos feitos por países em desenvolvimento emergentes não entrariam nessa conta, o que resolveria um ponto de impasse importante. (Fonte: G1)

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