Brasileiros identificam mais 652 novos aglomerados estelares na Via Láctea

Professores do Departamento de Astronomia da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) identificaram mais 652 aglomerados estelares na Via Láctea, elevando para mais de mil o total revelado pelo grupo desde 2014.

A descoberta, feita a partir de arquivos do observatório espacial Wise, da Nasa, que mapeou o céu entre 2010 e 2011, ajuda a reforçar a tese de que a galáxia tem um formato espiral com quatro braços principais, e não dois como defendem alguns cientistas, pois a distância entre os objetos indica que eles estão sobre quatro grandes estruturas (braços).

Segundo Denilso Camargo, líder da pesquisa, como já sabiam onde estavam os aglomerados identificados em buscas automáticas, feitas por programas de computadores, os astrônomos focaram naqueles escondidos em nebulosas.

“A identificação foi feita a olho, um a um, nos mapas do Wise”, explicou.

Grande parte dos aglomerados estelares descobertos nas últimas décadas é resultado de buscas automáticas.

“Esses algoritmos são muito eficientes na detecção de aglomerados evoluídos, mas, no estágio de formação e evolução inicial, o aglomerado estelar encontra-se imerso na nuvem de gás e poeira da qual se formou ou está se formando”, disse o professor.

Formação das estrelas – As estrelas nascem a partir de grandes nuvens de gás molecular. Depois que o gás remanescente da formação estelar é aquecido e ejetado, as estrelas se agrupam por causa da gravidade. Na troca de energia entre elas, algumas podem adquirir força e escapar do aglomerado.

“Como são muito jovens, estes aglomerados não tiveram tempo de se afastar muito da região onde se formaram”, contou Camargo. (Fonte: UOL)

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