Nº de agentes contra dengue é menor que indicado por Saúde em 3 cidades

Campinas (SP), Sumaré (SP) e Limeira (SP) têm menos agentes de combate ao mosquito Aedes aegypti do que o recomendado pelo Ministério da Saúde. As cidades enfrentaram epidemia de dengue este ano, com mortes confirmadas. A falta de funcionários pode colaborar para a proliferação de doenças como dengue, chikungunya e zika vírus, e preocupa a população.

Sumaré tem a pior situação, com déficit de 50% desses profissionais. A média é de um agente para cada 2 mil imóveis. Em 2015 já são 14.492 casos de dengue em Sumaré, além de cinco mortes provocadas pela doença. O município também foi o primeiro do estado de São Paulo a ter um caso confirmado de zika vírus.
Em Campinas, cidade que registra 65.227 casos e 15 mortes, há um funcionário para 1.175 casas. E em Limeira, município que teve 22.739 pessoas infectadas e 20 mortes confirmadas, há um profissional para cada 1.213 residências.

Preocupação – A farmacêutica Letícia Bassani mora em Sumaré e foi uma das moradoras que pegaram dengue este ano. Ela destaca que vizinhos também tiveram a doença e se preocupa com o acúmulo de entulho no bairro.

“Tem um carro aqui abandonado desde setembro. A gente fica pedindo limpeza. Uma vez só que a gente viu fiscalização aqui, que foi em outubro desse ano”, ressalta.

A comerciante de Campinas Sâmia Gobo também reclama de falta de fiscalização. Por medo, ela cobre todos os dias o berço da filha com um mosquiteiro para evitar que ela seja picada pelo Aedes aegypti. Ela acredita que a empresa que fica ao lado de sua casa possa ser um foco de dengue.

“Tem caminhão cheio de água, eu acho que tinha que ficar com a caçamba levantada, tem caminhão que até acabou criando mato. Já faz muito tempo que estão sem uso. Isso tudo preocupa a gente. Eu acho que nem ali, nem no bairro está rolando fiscalização”, afirma.

A Vigilância Sanitária esteve no condominio no mês passado depois de uma reclamação. Os moradores acreditam que a vistoria deveria ser feita em todos os apartamentos.

Número de agentes – A Prefeitura de Sumaré afirmou ter 103 agentes comunitários treinados para apoiar os de endemia.

Já em Limeira, são 189 agentes de saúde da família que atuam no combate aos criadouros em conjunto com os agentes de endemia, de acordo com a Prefeitura.

Em Campinas, a Prefeitura disse que tem 755 agentes comunitários que fazem o trabalho de visita. Sobre a reclamação da moradora, no caso dos caminhões que têm água parada nas caçambas, a administração municipal se comprometeu a tomar as providências necessárias.

Exército no combate – Campinas está entre as 20 cidades do estado que vão receber apoio do Exército, da Polícia Militar e de agentes da Sucen (Superintendência de Controle de Endemias) no combate ao mosquito Aedes aegypti em janeiro.

Em todos os municípios serão mil homens do Exército, mil policiais através da operação delegada e mil agentes da Sucen que vão operar por dia. (Fonte: G1)

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