Paraguai, Argentina, Uruguai e Brasil somam 160 mil deslocados por cheias

Mais de 160 mil pessoas estão desabrigadas por causa das inundações que afetam Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Fortes chuvas atribuídas ao El Niño provocaram o transbordamento dos rios Paraná, Paraguai e Uruguai, na região das fronteiras entre os quatro países.

A situação é mais grave no Paraguai, onde 130 mil pessoas já foram obrigadas a deixar suas casas, segundo a Agência de Informacion Paraguaya. O presidente Horacio Cartes declarou estado de emergência no país e, segundo o jornal “El País”, destinou um orçamento especial de US$ 3,5 milhões (R$ 14 milhões) para ajuda aos desabrigados.

No sábado (26), o governo paraguaio recomendou que mais 7 mil pessoas evacuem a cidade de Alberdi, na fronteira com a Argentina, devido à alta do Rio Paraguai e às fissuras que surgiram na barragem construída para conter a água.

Na Argentina, os desabrigados são 20 mil, de acordo com a agência estatal Telam. O exército está ajudando a distribuir alimentos em Concordia, a cidade mais afetada, com mais de 10 mil pessoas alojadas em 37 centros, a maioria deles em escolas. O governador de Entre Rios, onde fica Concordia, informou no sábado que o nível do rio Uruguai se mantinha com 15,86 metros e tinha parado de subir, o que fez com que novas evacuações fossem temporariamente suspensas.

Também no sábado o presidente Mauricio Macri anunciou que irá interromper suas férias na Patagônia para visitar as principais regiões afetadas. Em seu perfil no Twitter, Macri afirmou que “a ajuda social para as regiões inundadas já está a caminho” e disse que o governo está trabalhando de forma coordenada com municípios e províncias para responder à crise.

O Sistema Nacional de Emergências do Uruguai afirma que 9.083 pessoas estavam fora de suas casas no sábado devido às enchentes. Mais de 7 mil delas decidiram sair por conta própria, e 1.887 foram retiradas pelas autoridades por estarem em situação de risco.

A maioria dos desabrigados uruguaios está em Artigas, onde quase 4 mil saíram de casa. Há também pessoas em abrigos em Paysandú, Rivera, Salto, Río Negro e Florida.

Por causa das inundações, a ponte internacional De la Concordia, que liga a cidade uruguaia de Artigas a Quaraí, no Brasil, foi fechada no dia 23 de dezembro.

Brasil – No sábado o número de municípios brasileiros afetados pelas inundações subiu para 40. Segundo a Defesa Civil do Rio Grande do Sul, há 2.204 famílias atingidas, das quais 1.801 estão desalojadas – em residências de familiares e amigos – e 153 estão desabrigadas – recolhidas em um local fornecido pelo Poder Público.

Doze prefeituras já decretaram situação de emergência: Liberato Salzano, Trindade do Sul, Nonoai, Santo Ângelo, São Miguel das Missões, Guarani das Missões, Roque Gonzáles, Cândido Godói, Uruguaiana, Quaraí, Passa Sete e Não-Me-Toque .

A presidente Dilma Rousseff, que passa o fim de ano com familiares em Porto Alegre, sobrevoou na manhã de sábado as áreas atingidas pelas enchentes na Fronteira Oeste.

Após o sobrevoo, a presidente se reuniu com os prefeitos das cidades atingidas e o governador do estado em exercício Edson Brum.

A presidente anunciou que o ministro da Integração Nacional vai voltar à cidade nos próximos dias pra uma avaliação de como vai ser a ajuda do governo federal. Ficou definido, por enquanto, que vai ser montada uma força-tarefa para transferir para outros lugares as pessoas que moram em áreas de risco.

Além disso, o governo federal vai mandar quatro mil kits de higiene pra quem foi prejudicado pelas enchentes.

Governo já liberou R$ 6,6 mi – O governo federal já liberou ao menos R$ 6,6 milhões para seis municípios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Segundo o Ministério da Integração Nacional, com esses recursos, as prefeituras podem fazer obras para reparar os dados causados pelas enchentes.

Ainda conforme a pasta, receberam esses R$ 6,6 milhões as cidades catarinenses de Rio dos Cedros (R$ 394 mil), Corupá (R$ 1,1 milhão) e Rio Negrinho (R$ 969 mil); além dos municípios gaúchos de Cruzaltense (R$ 2,6 milhões) e Mato Leitão (R$ 383 mil); e a cidade paranaense de São Jorge D’Oeste (R$ 1,2 milhão). (Fonte: G1)

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