Itaipu reassume liderança mundial em produção de energia em 2015

A Usina de Itaipu, no oeste do Paraná, ultrapassou a chinesa Três Gargantas e reassumiu a liderança mundial em produção de energia elétrica. A binacional, que pertence ao Brasil e ao Paraguai, também detém outra marca histórica, a de maior produtora de energia acumulada do planeta, com mais de 2,312 bilhões de megawats-hora (MWh) desde a entrada em operação, em maio de 1984.

Apesar de uma capacidade instalada menor (14 mil MW) do que a chinesa (22,4 mil MW), Itaipu produziu 2,5% a mais que Três Gargantas em 2015: foram 89,2 milhões de MWh contra 87 milhões de MWh. Os dados de geração da hidrelétrica chinesa foram divulgados nesta quinta-feira (7).

Desde que entrou em operação, Itaipu perdeu a posição de líder mundial de produção anual de eletricidade apenas em 2014, quando o Brasil enfrentou a maior crise hídrica da histórica. Em 2015, a produção ficou abaixo da média dos últimos anos, mas foi considerada excelente levando em conta o cenário de seca enfrentado por grande parte do país, pelo segundo ano consecutivo, principalmente no primeiro semestre.

Com o reservatório cheio, a binacional tem mantido o vertedouro aberto desde o dia 17 de novembro para escoar o excedente de água não usado na produção de energia.

Para 2016, a expectativa é que a binacional volte a produzir acima dos 90 milhões de MWh, situação que não se repete desde 2014. “Já nesta primeira semana, estamos produzindo 17% a mais do que no mesmo período de 2015, ano em que reassumimos a posição de liderança mundial em produção de energia”, aponta o diretor técnico executivo de Itaipu, Airton Dipp.

Segundo o superintendente interino de operação, Alberto Araújo Bastos, Itaipu tem colocado no mercado 100 milhões de MWh a cada 13 ou 14 meses. Com isso, Itaipu tem sido acionada constantemente pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) e respondido por 17% de toda a energia elétrica consumida no Brasil, além de mais de 75% da demanda paraguaia.

Demanda – A energia produzida pela Itaipu somente em 2015 seria suficiente para suprir o consumo de todo o Nordeste por um ano e um mês, ou a região Sudeste, por quatro meses, ou ainda todos os estados do Sul por um ano inteiro. O mesmo volume atenderia o consumo da cidade de São Paulo por três anos. Já a energia acumulada seria suficiente para manter a capital paulista por 78 anos e cinco meses. (Fonte: G1)

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