Volume em janeiro nos reservatórios de hidrelétricas sobe 91% no SE e CO

Os principais reservatórios de hidrelétricas do Sudeste e Centro-Oeste atingiram nesta terça-feira (12) 32,29% de armazenamento, segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O número representa um aumento de 91,7% em relação a janeiro de 2015, quando o armazenamento era de 16,84%.

Em janeiro, os consumidores irão receber a conta de luz ainda com a bandeira vermelha, ou seja, com tarifa mais cara. A previsão do governo é que a bandeira poderá ser reduzida para verde a partir de maio, mas dependendo do regime de chuvas na Região Norte.

Nesta terça-feira, a situação dos reservatórios da Região Norte era de 15,64% de armazenamento. O número significa uma redução de 58% em relação a janeiro de 2015, quando o volume de energia armazenada era de 34,7%. No mesmo mês de 2014, o volume era de 60,75%.

Outras regiões – No Sudeste e Centro-Oeste, em relação a janeiro de 2014, houve queda de 19,83% no armazenamento. Há dois anos, o volume para o mesmo mês era de 40,28%. No mês, o volume armazenado nos reservatórios aumentou 12%. Em dezembro de 2015, o percentual de energia armazenada era de 28,82%.

Na Região Sul, a situação atual é de 95,83%, alta de 60% em relação ao volume de janeiro de 2015, que era de 59,58%.

No Nordeste, a situação atual é de 15,64%, uma diminuição de 4,6% em relação ao primeiro mês do ano passando, quando o volume era de 16,41%.

Expectativas de chuva e consumo – Em relatório divulgado na última sexta-feira (8), o ONS elevou a previsão de chuvas na área das hidrelétricas do Sudeste para 104% da média histórica em janeiro, ante expectativa de 96% na semana anterior.

O consumo de energia no país, medido pela carga de energia gerada no sistema, caiu 1,8% em 2015, segundo relatório do Operador Nacional do Sistema Elétrico, com a crise econômica e alta das tarifas provocando alterações nos hábitos de consumo e na produção industrial.

Bandeira vermelha – O país entrou em 2016 com a manutenção da bandeira tarifária em vermelho para o mês de janeiro. Na prática, os consumidores vão continuar pagando mais caro pela energia consumida, já que a bandeira vermelha mostra que o custo para gerar energia no país está elevado, resultando em cobrança extra.

O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, tem afirmado que o governo continua trabalhando com a previsão de que a bandeira vermelha na conta de luz poderá ser reduzida para verde a partir de maio, quando termina o período chuvoso. Mas que isso irá depender, sobretudo, do regime de chuvas na Região Norte.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) colocou em audiência pública uma proposta de mudanças nas regras e valores das bandeiras tarifárias, sugerindo que a bandeira vermelha passe a ter dois patamares. (Fonte: G1)

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