Órgão dos EUA confirma forte indício de relação entre zika e microcefalia

Pesquisadores dos Centros de Prevenção e Controle de Doença dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) declararam terem encontrado as “evidências mais fortes até o momento” da existência de uma relação entre o zika vírus e a microcefalia.

A agência americana afirmou, nesta quarta-feira (13), que o vírus foi encontrado nas placentas de duas mulheres que tiveram abortos espontâneos e nos cérebros de dois recém-nascidos que morreram e que tinham microcefalia, segundo a Associated Press. A confirmação da ligação da morte desses bebês com o zika vírus pelo CDC já tinha sido divulgada nesta terça, em coletiva de imprensa do Ministério da Saúde.

A microcefalia é uma condição rara em que o bebê nasce com o crânio do tamanho menor do que o normal. A malformação é diagnosticada quando o perímetro da cabeça é igual ou menor do que 32 cm.

“As evidências estão se tornando muito, muito fortes de que existe uma ligação entre as duas coisas”, disse Lyle Petersen, diretor das doenças transmitidas por mosquitos do CDC.Ter encontrado o vírus no tecido dos cérebros dos bebês é “muito significante”, segundo ele.

Petersen alertou que essa ligação aqinda não é definitiva e que uma equipe de pesquisadores do CDC está viajando para o Brasil em algumas semanas para conduzir mais estudos e entender melhor quais são os riscos enfrentados por mulheres grávidas. “É possível que existam alguns cofatores envolvidos.”

Desde o início do monitoramento de casos de microcefalia no Brasil, foram registrados 3.530 casos suspeitos da malformação possivelmente ligados ao zika vírus em recém-nascidos.

Segundo o ministério, até o momento, estão com circulação autóctone (ou seja, com transmissão no estado) do zika 20 unidades da federação. São eles: Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Roraima, Amazonas, Pará, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.

O zika vírus é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, assim como a dengue e o chikungunya.

Em novembro, o Ministério da Saúde declarou emergência em saúde pública para dar agilidade às investigações, que são realizadas de forma integrada com as secretarias estaduais e municipais de saúde.

O ministério orienta as gestantes a adotarem medidas que possam reduzir a presença de mosquitos transmissores de doença, com a eliminação de criadouros, e proteger-se da exposição de mosquitos, como manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida, além de aplicar repelentes permitidos para gestantes. (Fonte: G1)

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