Prefeitura de Bauru/SP decreta situação de emergência após chuva

A prefeitura de Bauru (SP) decretou nesta segunda-feira (18) situação de emergência após os estragos causados pela chuva intensa que atingiu a região na última semana. Foram registrados danos em diversos prédios públicos, vias públicas, pontes, cabeceiras de pontes, estradas vicinais, galerias de águas pluviais, sistema de drenagem, interceptores de esgoto, instalações e equipamentos da estação de captação de água, limpeza/desassoreamento da lagoa de captação e danos sociais.

A chuva entre os dias 9 e 13 de janeiro, somaram mais de 72 horas quase ininterruptas de chuvas, com volume acumulado de 310 milímetros até o dia 15, sendo que para o mês de janeiro a média climatológica é de 290 milímetros. Somente no dia 12 de janeiro o acumulado foi de 124 milímetros.

A finalidade do estado de emergência é permitir ações rápidas e eficientes de socorro público visando preservar a vida, o meio ambiente e os patrimônios público e privado. O prefeito Rodrigo Agostinho explica que a decretação da situação de emergência é pré-requisito para que o Ministério da Integração Nacional libere recursos aos municípios afetados.

Agudos decreta calamidade pública – A prefeitura de Agudos decretou calamidade pública após estragos na zona rural. Mais de 32 pontes foram destruídas, sítios e fazendas ainda estão sem energia elétrica.

Segundo o levantamento feito pela prefeitura, três acampamentos e dois assentamentos do Movimento Sem Terra (MST) foram atingidos pelas chuvas. O distrito de Domélia, que fica a aproximadamente 70 quilômetros de Agudos, também sofreu com o temporal, que deixou estradas alagadas e os moradores sem energia elétrica.

De acordo com o prefeito Everton Octaviani, até o momento, os prejuízos causados pelo desastre natural, chegam à casa dos R$ 12,5 milhões. Na área urbana mais de 98 imóveis foram afetados. A chuva alagou 18 pontos comerciais, 69 residências foram afetadas e 10 ficaram em situação de risco e foram alertadas pela Defesa Civil do município.

Pederneiras – O prefeito de Pederneiras Daniel Pereira de Camargo assinou na quarta-feira (13) um decreto de calamidade pública. Quatro represas se romperam. Os córregos ribeirão Pederneiras e Monjolo transbordaram. A área central ficou alagada. Aproximadamente 150 famílias ficaram desalojadas.

Lençóis Paulista – A prefeitura de Lençóis Paulista (SP) decretou calamidade pública. Mais de 150 casas foram alagadas pelo rio Lençóis durante a chuva de terça-feira (12). Os desabrigados estão em um ginásio de esportes da cidade. Um homem foi encontrado morto após as chuvas. As ruas da cidade viraram um rio e casas com água até o telhado. A chuva intensa e o rompimento de algumas represas causaram a maior enchente da história da cidade, segundo o coordenador da Defesa Civil José Antônio Marise.

Maracaí – O prefeito de Maracaí Eduardo Sotana decretou estado de emergência para reconstruir áreas que ficaram alagadas após forte chuva que atingiu o município nesta segunda-feira (11). 54 famílias ficaram desabrigadas e perderam móveis, alimentos e roupas.

Borebi – Borebi também decretou estado de emergência na quarta-feira (13). De acordo com a Polícia Militar, uma represa se rompeu e casas ficaram alagadas. Além disso, a ponte da rodovia Antônio Carlos Vaca, que liga Borebi à rodovia Marechal Rondon, ficou inundada. Ainda segundo a polícia, uma cratera foi aberta por conta da chuva na rodovia da Amizade, que liga Agudos a Borebi.

Borá – Em Borá, o prefeito também decretou situação de emergência para conseguir recursos do Estado e apoio de profissionais de engenharia para conter a erosão assim que a chuva parar. A erosão na rodovia de acesso está cada vez maior. A cratera já passou de um quilômetro de extensão. Enquanto isso, para chegar a Borá e Quintana, o motorista tem que passar por um desvio: uma estrada aberta no meio do canavial. São seis quilômetros de terra até o trecho não interditado da vicinal.

Boracéia – A chuva causou grandes enxurradas e as casas foram invadidas pela lama, em Boracéia. A cidade também decretou estado de emergência. Dois imóveis tiveram a estrutura abalada, doze pontes que dão acesso à área rural da cidade foram danificadas e as fazendas estão isoladas. (Fonte: G1)

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