Mulher morre com suspeita de dengue hemorrágica no DF

Uma moradora de Brazlândia de 45 anos morreu na manhã desta segunda-feira (8) após desenvolver um quadro de anemia severa. A suspeita é de que ela estivesse com dengue hemorrágica. Por nota, a Secretaria de Saúde informou que a paciente foi atendida no Hospital Regional de Brazlândia na última sexta-feira e encaminhada para a UTI neste sábado.

Após realização dos exames na sexta, de acordo com a Secretaria de Saúde, a paciente começou a receber tratamento para dengue. Entretanto, com a piora do estado de saúde, não houve tempo de transferência para UTI.

A Secretaria de Saúde diz que só terá certeza do laudo de dengue hemorrágica após os resultados dos exames.

No dia 27 de janeiro, a cunhada do vice-governador do Distrito Federal, Renato Santana, morreu em decorrência de dengue hemorrágica. Maria Cristina Santana tinha 42 anos e era enfermeira. A causa da morte foi confirmada pela necropsia.

Maria Cristina teve uma hemorragia dois dias antes de morrer e fez um teste rápido de detecção de dengue no Centro de Saúde 1, em Brazlândia. O resultado apontou dengue. Ela fez então um hemograma, que descartou dengue hemorrágica. Segundo a assessoria do vice-governador, ela estava usando um diurético, que mascara o resultado da contagem de plaquetas.

No dia 26, ela se sentiu mal e foi internada no Hospital Regional de Brazlândia, onde trabalhava havia 16 anos. A paciente foi transferida para o Hospital Regional da Asa Norte (Hran) por volta das 23h e morreu às 3h.

Número de casos – O Distrito Federal registrou aumento de 110% no número de casos de dengue nas primeiras duas semanas de 2016, em comparação com o mesmo período do ano passado. Foram 253 infecções confirmadas até a última segunda-feira (18), contra 120 apurados em 2015. Os dados foram divulgados nesta quarta (20) no boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde.

Entre os dias 11 e 18 deste mês, o índice de casos pulou de 59 para 253 – foram 194 infecções em apenas sete dias. A variação, segundo a Saúde, foi impulsionada pelo crescimento das ocorrências em Brazlândia – de 3, em 2015, para 100 em 2016. Em 13 regiões, o índice caiu em relação ao ano passado, e em outras nove, houve estabilidade.

O subsecretário de Vigilância à Saúde, Tiago Coelho, afirma que a elevação da dengue foi registrada em todo o país, fenômeno que não era esperado nesta época do ano. O pico de proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, acontece geralmente entre abril e maio. Segundo ele, a incidência em Brazlândia será apurada. (Fonte: G1)

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