Nível do Sistema Cantareira tem nova alta na terça-feira

O nível de água do Sistema Cantareira, que abastece a capital e outras cidades de São Paulo, registrou alta nesta terça-feira (9). De acordo com o site da Companhia de Saneamento Básico (Sabesp), o índice registrado nesta terça foi de 47,2% do total da capacidade. Na segunda, o índice estava em 46,9%.

Nenhum dos sistemas que abastecem os municípios paulistas tiveram queda nesta terça. Os sistemas Alto Tietê, Guarapiranga e Alto Cotia mantiveram o nível, e os sistemas Rio Grande e Rio Claro subiram.

Após uma ação do Ministério Público (MP), aceita pela Justiça, a Sabesp passou a divulgar outros dois índices do Cantareira. Comparando segunda com a segunda, o segundo índice se manteve em 36,3% Ele leva em consideração o volume armazenado na capacidade total, incluída a área do volume morto. O terceiro índice leva em consideração o volume armazenado menos o volume morto na área total dos reservatórios, e também se manteve em 17,7% na manhã de terça-feira.

O mês de fevereiro começou sem chuva no sistema, diferentemente do que aconteceu em janeiro. No mês passado, as represas receberam 248,4 mm, o equivalente a 94,4% do esperado para todo o mês. Em 30 de dezembro de 2015, o Sistema Cantareira deixou a dependência do volume morto após 19 meses.

O Cantareira chegou a atender 9 milhões de pessoas só na Região Metropolitana de São Paulo, mas atualmente abastece 5,4 milhões por causa da crise hídrica que atingiu o estado em 2014. Os sistemas Guarapiranga e o Alto Tietê absorveram parte dos clientes, para aliviar a sobrecarga do Cantareira durante o período de estiagem.

Volume Morto – A reserva técnica começou a ser bombeada em maio de 2014. Na época, ainda havia água no volume útil. Em julho, porém, o sistema passou a operar somente com o volume morto. Especialistas ouvidos pelo G1, no entanto, alertam que o Cantareira ainda segue em crise porque não se recuperou totalmente. A Sabesp também informou que não descarta voltar a usar a reserva técnica no próximo período seco, com a chegada do inverno.

O fim da dependência da reserva técnica ocorreu antes do previsto pela Sabesp. A expectativa era de uso até o fim do verão, com probabilidade de 98% de o Cantareira sair do volume morto até abril.

A chuva acima da média nos últimos meses acelerou o processo e as represas acumularam mais água por causa da precipitação intensa e entrada de água no manancial. (Fonte: G1)

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