El Niño afeta produção de alimentos no sul da África e cria ameaça de fome

O fenômeno El Niño causou no sul da África uma terrível seca que se espalhou e se intensificou desde o início do ano-safra 2015-2016 e levou ao aumento da insegurança alimentar, alertou a FAO nesta sexta-feira (12).

Este fenômeno climático, “um dos mais violentos El Niño dos últimos 50 anos (…) terá um impacto devastador sobre as culturas e segurança alimentar”, advertiu a organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) em suas previsões realizadas com várias outras organizações internacionais.

Vastas áreas do Zimbábue, Malaui, Zâmbia, África do Sul, Moçambique, Botsuana e Madagascar sofreram com as piores secas em 35 anos, diz o relatório.

Consequentemente, grande parte do sul da África experimentou significativos atrasos no plantio e as más condições nas fases iniciais de crescimento e rebrota das pastagens.

As previsões sazonais são unânimes: a precipitação média mais baixa e temperaturas acima da média vão continuar em grande parte da região.

Com uma má colheita 2014-2015, um início de colheita em condições de seca extrema e um risco de temperatura e aridez superior à média até meados de 2016, todas as indicações são de que as perdas serão significativas em escala regional, segundo o relatório.

Desta forma, o sul da África prevê um declínio de 25% em relação aos já baixos níveis do ano passado da próxima safra de milho.

E enquanto o ano-safra 2014-2015, que já sofreu de um clima seco e quente, foi marcado por uma queda de 23% da produção de grãos regional.

Estas condições estão elevando os preços dos alimentos, fazendo com que a situação das famílias seja ainda mais incerta. (Fonte: G1)

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