Bebedouro reduz dengue em quase 100% com uso de inseticida biológico

A Prefeitura de Bebedouro (SP) confirmou ter reduzido em quase 100% os casos de dengue em janeiro deste ano em relação ao ano passado principalmente por usar um inseticida biológico capaz de extinguir larvas do mosquito Aedes aegypti em 24 horas.

De acordo com a administração municipal, o produto desenvolvido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e sem riscos à natureza, ajudou a cidade a ter apenas dois registros da doença no início de 2016 contra 500 no mesmo período em 2015, ano em que registrou uma epidemia de dengue, com mais de 6 mil casos confirmados.

“Esse produto é homologado pela Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária], atendendo a todos os critérios ambientais e exclusivamente na larva do mosquito”, afirma o secretário municipal de Meio Ambiente, Lucas Seren.

Inseticida biológico – O desenvolvimento do inseticida, que já tem sido utilizado em outras cidades, foi coordenado pela pesquisadora Elizabeth Sanches. O veneno é composto por bactérias Bacillus thuringiensis israelensis (BTI), geralmente encontradas na terra.

O produto é aplicado em possíveis criadouros da dengue por meio de um comprimido, dissolvido em uma porção de 50 litros de água.

Duas horas depois, a larva fica paralisada e, com sistema digestivo atacado, impossibilitada de se alimentar, morrendo no mesmo dia. O efeito do produto é de até 21 dias.

Uma das estratégias da Prefeitura tem sido jogar o veneno em córregos, rios e margens, além de plantas e objetos que acumulam água.

“Há vários anos esse inseticida tem sido usado na agricultura. O trabalho é inovador para a nossa cidade, mas já é realizado em outros municípios”, explica o técnico em agricultura Fabiano Prates Gomes.

Ações preventivas – De acordo com a coordenadora de Vetores e Zoonoses, Regina Melanda, o uso do inseticida biológico é uma das ações do município contra a dengue desde 2015, quando a localidade confirmou 6.347 casos da doença.

Ela também cita trabalhos de conscientização, mutirões e ainda sorteios de vale-presentes de R$ 1 mil para quem mantém o quintal limpo.

“Nossos agentes fazem visitas rotineiras aos pontos estratégicos, onde há maior concentração dos criadouros, e em imóveis com grande número de pessoas, o que facilita a disseminação do vírus”, afirma.

Dono de um ferro-velho, José Carlos Gomes da Silva garante conseguir manter todos os objetos livres de focos do mosquito. “Se a dengue estiver no meu estabelecimento, eu sou a primeira vítima. É uma questão de conscientização. Se a população não participar, não tem poder público que consiga resolver”, disse. (Fonte: G1)

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