Exposição de fotos mostra vida na Antártica

As águas geladas do continente antártico abrigam tanta diversidade e, mesmo assim, é difícil acreditar que algum ser vivo possa adaptar-se bem a temperaturas negativas de até 89 graus Celsius negativos. É essa explosão de vida existente na Antártica, tanto sobre o gelo glacial quanto nas profundezas do mar gelado, que será possível conhecer na exposição “Estação Antártica: a paisagem e a vida no continente gelado”. São 14 imagens de seres exóticos, como baratas marinhas gigantes, delicadas serpentes-do-mar, pequeninos krills (espécie de camarão), além de plantas e ambiente antárticos.

A mostra será aberta, oficialmente, nesta quinta-feira, 18/02, a partir do “Encontro com cientistas” que atuam no continente gelado, marcado para ocorrer das 10h às 16h, na Estação Sé do Metrô paulistano. Por ali passam, diariamente, 620 mil pessoas. As atividades do encontro incluem, ainda, uma mostra de animais invertebrados do mar antártico, conservados em álcool e pertencentes ao acervo da Coleção Biológica professor do IOUSP, Edmundo Nonato.

Exuberância - O trabalho é parte do resultado do projeto de monitoramento ambiental da área onde se localiza a Estação Antártica Comandante Ferraz, a base da pesquisa brasileira na região. A exposição foi coordenada por integrantes do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IOUSP), com financiamento do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

“A exposição tem o objetivo de mostrar que a Antártica é muito mais do que gelo. Trata-se de um ambiente vivo e exuberante”, afirma a professora do Rosalinda Montone, do IOUSP, também coordenadora do projeto e responsável pelo convênio com o MMA. Ela destaca que, por meio dessa mostra, “esperamos difundir conhecimento sobre a Antártica para o público leigo, enfatizando o ambiente peculiar que representa um papel-chave para o nosso planeta, como exemplo do equilíbrio climático”. Rosalinda reforça a necessidade de se preservar esse ambiente extremo, “ainda em perfeita harmonia”.

Grandiosidade - O autor das fotos e integrante da Agência Ciência Pública, o biólogo Gabriel Monteiro, conta como se sentiu ao pisar no continente gelado pela primeira vez: “Meu primeiro pensamento foi “Que lugar lindo!”. Num segundo momento, veio a percepção da grandeza das geleiras e icebergs. Somos pequenas formiguinhas no meio daquele gelo todo. Aos poucos nos acostumamos com o frio, com a beleza e grandiosidade”.

Gabriel falou, também, da dureza do clima e garantiu não ser possível se acostumar às tempestades com ventos de mais de 120km/h que, frequentemente, atingem a região onde se localiza a base brasileira. “São os eventos meteorológicos mais extremos do planeta e, neste ambiente hostil, duro e árido, encontramos uma vida abundante, diversa e totalmente adaptada a essas condições da natureza. A Antártica é um lugar surpreendente”.

O biólogo acredita que essa primeira exposição da série “Estação Antártica” aproximará mais aquela região gelada dos brasileiros. “Exploramos paisagens, animais e fenômenos que só acontecem naquela região. Entender como a Antártica é e como ela funciona é o primeiro passo para perceber seu importante papel no planeta”, avalia.

Itinerância – Até o dia 29 de fevereiro, o visitante poderá curtir e compartilhar as imagens de pinguins, focas, lobos-marinhos e icebergs no facebook. Na rede social é possível obter informações fornecidas por cientistas brasileiros que atuam em projetos de pesquisa antártica.

O público também poderá interagir com os conteúdos da mostra por meio dos QR-codes que estarão abaixo das obras. Quando escaneados pelo celular, os códigos permitem curtir e compartilhar as imagens do ambiente do extremo sul do planeta.

“Entre outras coisas, o visitante poderá entender por que na Antártica há gelo de cor azul, saber qual é a origem dos dias sem noite e conhecer as estratégias inteligentes que as plantas usam para sobreviver a temperaturas radicais”, esclarece Gabriel Monteiro. Depois da Sé, a exposição “A paisagem e a vida no continente gelado” seguirá para outras estações do Metrô de São Paulo. (Fonte: MMA)

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