Nível de água do Sistema Cantareira sobe novamente na quinta-feira

O nível de água do Sistema Cantareira, que abastece a capital e outras cidades da Grande São Paulo, subiu novamente nesta quinta-feira (18), após chover 6,2 mm no reservatório. O sistema também subiu na quarta (17), após chover 11,1 mm no reservatório.

De acordo com o site da Companhia de Saneamento Básico (Sabesp), o índice registrado foi de 48,6% do total da capacidade. O sistema operava com 48,4% na quarta-feira. O acumulado de chuva em fevereiro é de 107,9 mm, 53,3% do esperado para o mês.

Na sexta, a Sabesp divulgou que o Cantareira voltou a ser, em janeiro, o principal sistema produtor de água da Grande São Paulo. Segundo a companhia, o sistema atende agora 5,7 milhões de pessoas na região metropolitana. Já o Sistema Guarapiranga, que foi o maior produtor de março a dezembro de 2015, atende 5,2 milhões, ou 500 mil a menos.

O Guarapiranga se tornou o maior fornecedor de água em março do ano passado para “socorrer” o Sistema Cantareira, que na ocasião estava com 12,9% da capacidade. Antes da crise hídrica em São Paulo, o sistema abastecia 8,8 milhões de pessoas.

Outros sistemas – O Sistema Rio Claro apresentou queda em relação à quarta-feira, enquanto os demais sistemas que abastecem a Grande São Paulo registraram alta nesta quinta. Veja abaixo como estão os níveis:
- Cantareira: 982 bilhões de litros (sem o volume morto) e opera com 48,6% da capacidade / 1.289 bilhões de litros (com o volume morto) e opera com 37,6% (veja abaixo a explicação dos índices)
- Alto Tietê: 573,8 bilhões de litros e está com 30% da capacidade
- Guarapiranga: 171,2 bilhões de litros e está com 85,5% da capacidade
- Alto Cotia: 16,5 bilhões de litros e está com 100,7% da capacidade
- Rio Grande: 112,2 bilhões de litros e está com 88,8% da capacidade
- Rio Claro: 13,7 bilhões de litros e está com 82,3% da capacidade

Índices – Após uma ação do Ministério Público (MP), aceita pela Justiça, a Sabesp passou a divulgar outros dois índices do Cantareira. O segundo está em 37,6% e considera o volume armazenado na capacidade total, incluída a área do volume morto. O terceiro índice leva em consideração o volume armazenado menos o volume morto na área total dos reservatórios e também se manteve em 19,3% na manhã de quinta-feira.

No mês passado, as represas receberam 248,4 mm, o equivalente a 94,4% do esperado para todo o mês. Em 30 de dezembro de 2015, o Sistema Cantareira deixou a dependência do volume morto após 19 meses.

O Cantareira chegou a atender 9 milhões de pessoas só na Região Metropolitana de São Paulo, mas atualmente abastece 5,4 milhões por causa da crise hídrica que atingiu o estado em 2014. Os sistemas Guarapiranga e o Alto Tietê absorveram parte dos clientes, para aliviar a sobrecarga do Cantareira durante o período de estiagem.

Volume Morto – A reserva técnica começou a ser bombeada em maio de 2014. Na época, ainda havia água no volume útil. Em julho, porém, o sistema passou a operar somente com o volume morto. Especialistas ouvidos pelo G1, no entanto, alertam que o Cantareira ainda segue em crise porque não se recuperou totalmente. A Sabesp também informou que não descarta voltar a usar a reserva técnica no próximo período seco, com a chegada do inverno.

O fim da dependência da reserva técnica ocorreu antes do previsto pela Sabesp. A expectativa era de uso até o fim do verão, com probabilidade de 98% de o Cantareira sair do volume morto até abril.

A chuva acima da média nos últimos meses acelerou o processo e as represas acumularam mais água por causa da precipitação intensa e entrada de água no manancial. (Fonte: G1)

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