Paris terá conferência internacional sobre o vírus da zika em abril

Paris deve receber, em abril, uma conferência internacional para discutir os rumos da pesquisa sobre o vírus da zika. O anúncio foi feito por Amadou Sall, diretor científico do Instituto Pasteur em Dakar, Senegal, durante coletiva de imprensa na sede da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas-OMS) em Washington, nesta quarta-feira (2).

A conferência está sendo organizada pelo Instituto Pasteur de Paris, pela fundação britânica Wellcome Trust, pelo Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC), entre outras entidades. “O objetivo é compartilhar os conhecimentos científicos que possam ajudar no controle da zika no Brasil e outros países afetados”, disse Sall.

Depois de uma reunião de dois dias na sede da Opas em Washington, que terminou nesta quarta-feira, pesquisadores e autoridades reforçaram a importância da colaboração internacional para lidar com a emergência do vírus da zika e os problemas de saúde potencialmente relacionados à infecção, notadamente a microcefalia e a síndrome de Guillain-Barré.

Os especialistas disseram, durante a coletiva que o continente americano já tem mais de 134 mil casos de zika notificados de zika e 2.765 confirmados, a maioria na América Latina e no Caribe, embora a Opas considere que estes dados conservadores, já que 80% dos infectados não apresentam sintomas.

“A necessidade urgente de desenvolver pesquisas para lidar com essa situação única requer colaboração entre todas as partes envolvidas. Todos temos que trabalhar juntos, por isso esta reunião foi uma oportunidae única” disse Lyle Petersen, diretor da Divisão de Doenças Transmitidas por Mosquitos do CDC nesta quarta-feira.

O encontro desta semana reuniu mais de 70 cientistas, incluindo representantes da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e autoridades de países afetados pelo vírus que atualmente já circula por 31 países e territórios.

Durante o encontro, as questões eleitas como as mais importantes de serem solucionadas pelos pesquisadores foram a criação de novas estratégias para combater o mosquito Aedes aegypti, o desenvolvimento de novas formas de diagnóstico e de vacinas, o desenvolvimento de estudos de caso-controle que forneçam evidências mais fortes da ligação do vírus da zika com a microcefalia e o Guillain Barré e a criação de estratégias de monitoramento nos países afetados. (Fonte: G1)

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