Radares apontam chances de túmulo de Tutancâmon ter câmaras ocultas

Resultados preliminares de uma análise realizada com sofisticados radares apontam que há 90% de chances de que existam duas câmaras ocultas atrás das paredes do túmulo do faraó Tutancâmon em Luxor, anunciou nesta quinta-feira (17) o ministro de Antiguidades do Egito, Mamdouh al Damati.

Esta quase certeza alimenta a tese de um arqueólogo e egiptólogo britânico, Nicholas Reeves, que afirma que se trataria do túmulo da lendária rainha Nefertiti. Já o ministro egípcio Mamdouh al Damati acredita que ele pertence a outra esposa do faraó Aquenáton, pai de Tutancâmon, ou a uma de suas filhas.

Um escaneamento mais avançado será realizado no final deste mês com uma equipe de pesquisa internacional para confirmar se os espaços vazios são de fato câmaras, de acordo com a Reuters. Só então, explicou Damati, ele pode discutir a possibilidade de como e quando uma equipe poderia entrar nos cômodos.

Até hoje, o túmulo da rainha de beleza mítica, que exerceu um papel político e religioso importante no século XIV antes de Cristo, nunca foi encontrado.

Nefertiti foi esposa do faraó Aquenáton, famoso por ter convertido seu reino ao monoteísmo ao impor o culto exclusivo ao deus do Sol, Aton.

Para o egiptólogo britânico Nicholas Reeves, a tumba da rainha estaria num quarto secreto do túmulo de Tutancâmon, o lendário faraó enterrado no Vale dos Reis, em Luxor, no sul do Egito.

Estudo – Num estudo publicado em 2015 e disponível numa página especializada, Reeves – egiptólogo da Universidade norte-americana do Arizona – afirma que as pinturas murais da câmara funerária de Tutancâmon poderiam dissimular duas portas cuja existência era desconhecida até agora.

Segundo ele, uma destas entradas levaria ao “quarto funerário intacto do proprietário original da tumba – Nefertiti”. Enquanto a outra entrada levaria a “um quarto de armazenagem inexplorado” que “aparentemente dataria” da era de Tutancâmon, morto aos 19 anos em 1324 antes de Cristo após um breve reinado de nove anos.

O pesquisador garante que a morte “súbita” do rei-menino obrigou os responsáveis a reabrir a tumba da rainha, dez anos após sua morte, pois a tumba do jovem faraó ainda não havia sido cavada. (Fonte: G1)

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