Dinossauros nunca foram extintos e vivem entre nós, revela exposição em NY

Os dinossauros nunca se extinguiram, só que agora são pássaros. Simples assim é a mensagem lançada pelos paleontólogos por trás da exposição “Dinousaurs among us” (Dinossauros entre nós), que poderá ser vista a partir desta segunda-feira no Museu de História Natural de Nova York.

A mostra, que tem curadoria do paleontólogo Mark A. Norell, revela o vínculo direto entre os dinossauros e os pássaros, uma evolução que as novas tecnologias permitiram evidenciar em detalhe.

“Há 25 anos deixamos de ignorar a tese de que existia um vínculo direto entre os dinossauros e os pássaros. Hoje, e após os últimos estudos, possíveis graças às últimas técnicas, podemos afirmar que ainda vivemos na era dos dinossauros”, disse Norell à Agência Efe.

“Embora isso já tivesse sido afirmado antes, até agora não existiam provas fidedignas, porque não contávamos com a tecnologia necessária”, acrescentou.

A exploração através das técnicas mais avançadas dos fósseis dos ovos de dinossauros não nascidos encontrados na Argentina, na Mongólia e na China, principalmente, foram essenciais para essa conclusão.

Os pesquisadores puderam traçar a evolução graças a elementos como a plumagem.

Em alguns dos dinossauros não nascidos foi encontrada uma iminente plumagem, que milhares de anos mais tarde permitiria às espécies evoluídas em um tamanho menor voar.

Os cérebros daqueles dinossauros têm uma estrutura óssea que igualmente pode ser considerada a gênese da mesma estrutura das 18 mil espécies de aves no planeta.

Mas o vínculo não é só na biologia. Também foram detectados comportamentos parecidos.

Entre outros, a postura que alguns dinossauros tinham para dormir, com a cabeça recolhida entre os braços para manter a temperatura morna, o que é característico das aves modernas.

O Oviraptorsaurus, por exemplo, parente próximo do Tiranousaurus Rex, apesar se ser brutalmente maior que um pássaro, já se sentava sobre seus ovos do mesmo modo que as aves.

Alguns dinossauros, como o Anchiornis huxleyi são um exemplar evidente dessa gradual transição dos dinossauros até as aves.

Essa espécie contava com uma plumagem muito semelhante a dos grandes pássaros e com um esqueleto capaz de fazer voos curtos.

A exibição coincide com a mostra “Titanosaurius”, que replica um dinossauro de 38 metros de comprimento, no mesmo museu.

Norell afirmou à Efe que, mais do que paleontologia, as últimas descobertas têm muito que ver com biologia.

Além dele, também foram responsáveis pela exposição o vice-presidente do museu, Michael J. Novacek, e a pesquisadora Ashley Heers, que passou os últimos cinco anos de sua vida estudando filhotes de aves.

A presidente do Museu de História Natural de Nova York, Ellen V. Futter, afirmou que “com esta exposição se mostra que, embora a paleontologia seja uma parte importante do legado desta instituição há mais de 100 anos, vivemos em uma nova era da pesquisa sobre dinossauros”.

“Nunca houve um tempo mais interessante para aprender sobre seus comportamentos, aparência e conexão com a vida moderna”, acrescentou.

Assim, como diz o slogan da exposição, “você jamais voltará a ver uma pomba com os mesmos olhos”. (Fonte: UOL)

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